segunda-feira, 1 de agosto de 2011
ATENÇÃO
DIA 12/08 ESTAREMOS DE VOLTA COM O CURSO BÍBLICO MINISTRADO PELO WILLIAN, LOGO APÓS A MISSA DAS 20HS, NA PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Artigo enviado pelo Pe. Valmir
Saiu o semeador a semear... - Ildo Bohn Gass
Conforme a estrutura do evangelho segundo Mateus, os capítulos 11 e 12 descrevem a prática libertadora de Jesus de Nazaré, a partir da qual “os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,5). Essa prática provocou a oposição de autoridades que tentaram desacreditar Jesus e buscar uma forma de “levá-lo à morte” (Mt 12,1-2.14.24). No capítulo 13, Jesus ilustra essa prática com parábolas, cuja mensagem principal é revelar a força do Reino agindo como semente que fecunda a vida em meio a projetos em conflito. Parábolas são narrativas alegóricas, figuradas, e querem transmitir uma mensagem indireta através de comparações. Busquemos, pois, o sentido dessas figuras na parábola do semeador.
De um lado, o Reino é dom de Deus e não depende só de nossos esforços. A semente, a sua Palavra de vida, é lançada pelo próprio Deus. A ação do Espírito é como a energia do vento que sopra em todas as partes (Jo 3,8). É como a semente que germina por si só (Mc 4,26-29). E ainda, a força do Reino é comparável com a energia da semente de mostarda que, sendo “a menor de todas as sementes, cresce e se torna maior que todas as outras hortaliças” (Mt 13,32). Portanto, fazer parte da comunidade de Jesus é acreditar nessa graça de Deus que age em e através de nós.
De outra parte, acreditar nessa graça de Deus atuante em nós é uma postura de fé, que depende do nosso compromisso com o projeto de Jesus, enquanto o seguimos pelo caminho da justiça do Reino (Mt 6,33). Os frutos do Reino não dependem somente do dom de Deus, mas derivam também de nossa espiritualidade. A força do Espírito é como a chuva que desce das nuvens. Se ela cai no asfalto, ali dificilmente fará germinar vida. No entanto, se ela cair sobre a terra, tornando-a fecunda, fará brotar a vida de múltiplas formas. Para ouvir a voz do vento (Jo 3,8), para ouvir a voz do pastor e abrir a porta (Jo 10,3-4; Ap 3,20) é preciso fazer silêncio para entrar em sintonia com Deus. É a mais sublime forma de oração.
Seremos como a terra da beira do caminho quando ouvimos a palavra do Reino, mas não a compreendemos, pois logo vem o maligno e arranca a palavra semeada (Mt 13,4.19). O maligno é toda força inimiga da vida, adversária de Deus e que nos seduz, afastando-nos do caminho de Deus para colocar-nos sob a escravidão da riqueza (Mt 6,24). Como exemplos de coisas que impedem a compreensão do projeto de Deus e tentam afastar-nos do seu caminho, citemos o espírito do consumismo, do prestígio, do poder, que tenta fazer de nós pessoas alienadas, dirigidas por forças externas, impedindo a ação do Espírito divino que nos torna livres, uma vez que “o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17).
Seremos como o terreno cheio de pedras (Mt 13,5-6.20-21), se ouvimos a palavra com alegria, mas logo desistimos por medo da tribulação e da perseguição de quem não quer aceitar o projeto da justiça do Reino para todas as pessoas. Nesse caso, não passamos de fogo de palha.
Seremos como o terreno entre espinhos (Mt 13,7.22), quando ouvimos a palavra, mas deixamos nos dominar pelas preocupações do mundo, pela ilusão da riqueza, por outros desejos egoístas, como o luxo, a vida fácil. Dessa forma, a palavra da boa semente não tem como produzir frutos, pois nos apegamos a falsas seguranças.
Por fim, seremos terra boa (Mt 13,8.23) quando ouvimos a palavra e a acolhemos, isto é, nos comprometemos com o projeto de Jesus. A semente germina, cresce e frutifica somente se receber a chuva do alto e se for acolhida em terra boa cá embaixo. A chuva do alto é graça, é dom. Mas acolher a semente para que dê frutos, isso está em nossas mãos.
Conforme a estrutura do evangelho segundo Mateus, os capítulos 11 e 12 descrevem a prática libertadora de Jesus de Nazaré, a partir da qual “os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,5). Essa prática provocou a oposição de autoridades que tentaram desacreditar Jesus e buscar uma forma de “levá-lo à morte” (Mt 12,1-2.14.24). No capítulo 13, Jesus ilustra essa prática com parábolas, cuja mensagem principal é revelar a força do Reino agindo como semente que fecunda a vida em meio a projetos em conflito. Parábolas são narrativas alegóricas, figuradas, e querem transmitir uma mensagem indireta através de comparações. Busquemos, pois, o sentido dessas figuras na parábola do semeador.
De um lado, o Reino é dom de Deus e não depende só de nossos esforços. A semente, a sua Palavra de vida, é lançada pelo próprio Deus. A ação do Espírito é como a energia do vento que sopra em todas as partes (Jo 3,8). É como a semente que germina por si só (Mc 4,26-29). E ainda, a força do Reino é comparável com a energia da semente de mostarda que, sendo “a menor de todas as sementes, cresce e se torna maior que todas as outras hortaliças” (Mt 13,32). Portanto, fazer parte da comunidade de Jesus é acreditar nessa graça de Deus que age em e através de nós.
De outra parte, acreditar nessa graça de Deus atuante em nós é uma postura de fé, que depende do nosso compromisso com o projeto de Jesus, enquanto o seguimos pelo caminho da justiça do Reino (Mt 6,33). Os frutos do Reino não dependem somente do dom de Deus, mas derivam também de nossa espiritualidade. A força do Espírito é como a chuva que desce das nuvens. Se ela cai no asfalto, ali dificilmente fará germinar vida. No entanto, se ela cair sobre a terra, tornando-a fecunda, fará brotar a vida de múltiplas formas. Para ouvir a voz do vento (Jo 3,8), para ouvir a voz do pastor e abrir a porta (Jo 10,3-4; Ap 3,20) é preciso fazer silêncio para entrar em sintonia com Deus. É a mais sublime forma de oração.
Seremos como a terra da beira do caminho quando ouvimos a palavra do Reino, mas não a compreendemos, pois logo vem o maligno e arranca a palavra semeada (Mt 13,4.19). O maligno é toda força inimiga da vida, adversária de Deus e que nos seduz, afastando-nos do caminho de Deus para colocar-nos sob a escravidão da riqueza (Mt 6,24). Como exemplos de coisas que impedem a compreensão do projeto de Deus e tentam afastar-nos do seu caminho, citemos o espírito do consumismo, do prestígio, do poder, que tenta fazer de nós pessoas alienadas, dirigidas por forças externas, impedindo a ação do Espírito divino que nos torna livres, uma vez que “o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17).
Seremos como o terreno cheio de pedras (Mt 13,5-6.20-21), se ouvimos a palavra com alegria, mas logo desistimos por medo da tribulação e da perseguição de quem não quer aceitar o projeto da justiça do Reino para todas as pessoas. Nesse caso, não passamos de fogo de palha.
Seremos como o terreno entre espinhos (Mt 13,7.22), quando ouvimos a palavra, mas deixamos nos dominar pelas preocupações do mundo, pela ilusão da riqueza, por outros desejos egoístas, como o luxo, a vida fácil. Dessa forma, a palavra da boa semente não tem como produzir frutos, pois nos apegamos a falsas seguranças.
Por fim, seremos terra boa (Mt 13,8.23) quando ouvimos a palavra e a acolhemos, isto é, nos comprometemos com o projeto de Jesus. A semente germina, cresce e frutifica somente se receber a chuva do alto e se for acolhida em terra boa cá embaixo. A chuva do alto é graça, é dom. Mas acolher a semente para que dê frutos, isso está em nossas mãos.
domingo, 10 de julho de 2011
O pálio episcopal: insígnia de serviço à unidade eclesial
O dia 29 de Junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, é a data em que o Papa entrega o pálio aos novos arcebispos nomeados durante o último ano. O pálio, assim como o anel, a mitra ou o báculo, forma parte das insígnias que distinguem o bispo enquanto pastor das almas a ele confiadas numa igreja particular.
A missão do bispo está intimamente relacionada com a salvação que deve acontecer e realizar-se em cada um de nós. Nesse sentido, a transmissão do Evangelho se fez de duas formas: oralmente pelos Apóstolos, que transmitiram aquilo que tinham recebido de Cristo e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo; e por escrito, por aqueles apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração também do Espírito, escreveram a mensagem da salvação.
Uma vez que os primeiros apóstolos e discípulos de Cristo iam morrendo, para que o Evangelho fosse conservado íntegro e vivo na Igreja pelos séculos dos séculos, os Apóstolos deixaram os bispos como seus sucessores. Eles receberam o próprio ofício de mestres da parte dos apóstolos. Só desse modo a pregação apostólica se conserva devido à sucessão ininterrupta até à consumação dos tempos.
Esta transmissão viva é aquilo que chamamos de Tradição e é por meio dela que a Igreja peregrina mantém a sua unidade através dos laços visíveis da comunhão, a saber: a profissão duma só fé recebida dos Apóstolos; a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos; e a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem.
São Paulo, em 2 Cor 5,20-21, sublinha e esclarece a função ‘vicária’ (aquele que faz as funções de) do ministério apostólico, assim como o seu caráter missionário. O teólogo Ratzinger o explica muito bem quando diz que esta autoridade do apóstolo deriva de Deus e consiste na expropriação do 'eu', isto é, em falar não em nome próprio. É pela sucessão apostólica que o Espírito Santo introduz alguns no ministério do sacerdócio.
O ministério dos presbíteros e dos bispos é, por sua natureza espiritual, idêntico ao dos apóstolos, mas se distingue em que aqueles são sucessores. O conteúdo do cargo apostólico e sacerdotal resume-se na palavra “apascentai”, ficando desse modo definido a partir da imagem do pastor. São Pedro define a Jesus Cristo como “pastor e bispo (epíscopos) de vossas almas” (1Pd 2,25), significando com isso que Cristo vê o homem na perspectiva de Deus, tem uma visão de conjunto, vê tanto os perigos como as esperanças e as possibilidades, vê a essência e o homem interior. Desse modo, Jesus é o protótipo de todos os ministérios episcopais e sacerdotais. Ser bispo significa assumir a posição de Cristo para que os homens encontrem a vida.
É neste conexto onde conseguimos compreender o sentido do pálio como insígnia episcopal, ou seja, como sinal distintivo que representa de modo concreto o primeiro grau da Ordem sacerdotal (o episcopado), o poder como serviço, a jurisdição, a prudência, o amor e a fidelidade do bispo à Igreja que lhe foi confiada. O pálio consiste numa faixa de lã branca de ovelha com seis cruces negras que o Papa e os arcebispos usam segundo uma tradição antiga. O arcebispo recebe-o das mãos do Romano Pontífice e o leva sobre si dentro do território da sua jurisdição nas cerimônias litúrgicas.
Na festa de Santa Inês (21 de janeiro), o Santo Padre faz a tradicional benção de dois cordeiros, cuja lã é usada para tecer os pálios dos novos arcebispos metropolitanos. A tradição da preparação dos cordeiros teve início em 1884. Todos os anos os dois cordeiros são levados para as freiras da Sagrada Família de Nazaré, que são responsáveis por esse trabalho, no seu convento de Roma.
O papa Bento XVI explicou numa ocasião que “o pálio é imposto sobre os Arcebispos Metropolitanos como símbolo da sua comunhão hierárquica com o Sucessor de Pedro no governo do povo de Deus. Ele é confeccionado com lã de ovelha, em representação de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e o Bom Pastor que vela cautelosamente sobre o seu rebanho. O pálio recorda aos Bispos que, como Vigários de Cristo nas respectivas Igrejas locais, são chamados a ser Pastores a exemplo de Jesus. Ele nos indica o Bom Pastor, que carrega nos seus ombros a pequena ovelha perdida e dá a vida pelo seu rebanho.”
Por Diácono Marcos Sabater
Paróquia Santa Maria dos Pobres
Jornalista (Rádio Maria e Arquidiocese de Brasília)
O dia 29 de Junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, é a data em que o Papa entrega o pálio aos novos arcebispos nomeados durante o último ano. O pálio, assim como o anel, a mitra ou o báculo, forma parte das insígnias que distinguem o bispo enquanto pastor das almas a ele confiadas numa igreja particular.
A missão do bispo está intimamente relacionada com a salvação que deve acontecer e realizar-se em cada um de nós. Nesse sentido, a transmissão do Evangelho se fez de duas formas: oralmente pelos Apóstolos, que transmitiram aquilo que tinham recebido de Cristo e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo; e por escrito, por aqueles apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração também do Espírito, escreveram a mensagem da salvação.
Uma vez que os primeiros apóstolos e discípulos de Cristo iam morrendo, para que o Evangelho fosse conservado íntegro e vivo na Igreja pelos séculos dos séculos, os Apóstolos deixaram os bispos como seus sucessores. Eles receberam o próprio ofício de mestres da parte dos apóstolos. Só desse modo a pregação apostólica se conserva devido à sucessão ininterrupta até à consumação dos tempos.
Esta transmissão viva é aquilo que chamamos de Tradição e é por meio dela que a Igreja peregrina mantém a sua unidade através dos laços visíveis da comunhão, a saber: a profissão duma só fé recebida dos Apóstolos; a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos; e a sucessão apostólica pelo sacramento da Ordem.
São Paulo, em 2 Cor 5,20-21, sublinha e esclarece a função ‘vicária’ (aquele que faz as funções de) do ministério apostólico, assim como o seu caráter missionário. O teólogo Ratzinger o explica muito bem quando diz que esta autoridade do apóstolo deriva de Deus e consiste na expropriação do 'eu', isto é, em falar não em nome próprio. É pela sucessão apostólica que o Espírito Santo introduz alguns no ministério do sacerdócio.
O ministério dos presbíteros e dos bispos é, por sua natureza espiritual, idêntico ao dos apóstolos, mas se distingue em que aqueles são sucessores. O conteúdo do cargo apostólico e sacerdotal resume-se na palavra “apascentai”, ficando desse modo definido a partir da imagem do pastor. São Pedro define a Jesus Cristo como “pastor e bispo (epíscopos) de vossas almas” (1Pd 2,25), significando com isso que Cristo vê o homem na perspectiva de Deus, tem uma visão de conjunto, vê tanto os perigos como as esperanças e as possibilidades, vê a essência e o homem interior. Desse modo, Jesus é o protótipo de todos os ministérios episcopais e sacerdotais. Ser bispo significa assumir a posição de Cristo para que os homens encontrem a vida.
É neste conexto onde conseguimos compreender o sentido do pálio como insígnia episcopal, ou seja, como sinal distintivo que representa de modo concreto o primeiro grau da Ordem sacerdotal (o episcopado), o poder como serviço, a jurisdição, a prudência, o amor e a fidelidade do bispo à Igreja que lhe foi confiada. O pálio consiste numa faixa de lã branca de ovelha com seis cruces negras que o Papa e os arcebispos usam segundo uma tradição antiga. O arcebispo recebe-o das mãos do Romano Pontífice e o leva sobre si dentro do território da sua jurisdição nas cerimônias litúrgicas.
Na festa de Santa Inês (21 de janeiro), o Santo Padre faz a tradicional benção de dois cordeiros, cuja lã é usada para tecer os pálios dos novos arcebispos metropolitanos. A tradição da preparação dos cordeiros teve início em 1884. Todos os anos os dois cordeiros são levados para as freiras da Sagrada Família de Nazaré, que são responsáveis por esse trabalho, no seu convento de Roma.
O papa Bento XVI explicou numa ocasião que “o pálio é imposto sobre os Arcebispos Metropolitanos como símbolo da sua comunhão hierárquica com o Sucessor de Pedro no governo do povo de Deus. Ele é confeccionado com lã de ovelha, em representação de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e o Bom Pastor que vela cautelosamente sobre o seu rebanho. O pálio recorda aos Bispos que, como Vigários de Cristo nas respectivas Igrejas locais, são chamados a ser Pastores a exemplo de Jesus. Ele nos indica o Bom Pastor, que carrega nos seus ombros a pequena ovelha perdida e dá a vida pelo seu rebanho.”
Por Diácono Marcos Sabater
Paróquia Santa Maria dos Pobres
Jornalista (Rádio Maria e Arquidiocese de Brasília)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Artigo enviado pelo Pe. Valmir
Strauss-Kahn: uma metáfora das práticas do FMI - Leonardo Boff
Quinta-feira, 16 de junho de 2011 - 14h31min
por Leonardo Boff, Teólogo/Filósofo
O leitor ou leitora pensará que foi uma tragédia o fato de o Diretor-gerente do FMI, Strauss-Kahn, ter dado asas ao seu vício, a obsessiva busca por sexo perverso, nu, correndo atrás de uma camareira negra na suite 2806 do hotel Sofitel em Nova York, até agarrá-la e forçá-la a praticar sexo, com detalhes que a Promotoria de Nova York, descreve em detalhes e que, por decência, me dispenso de dizer. Para ele não era uma tragédia. Era uma vítima a mais, entre outras, que fez pelo mundo afora. Vestiu-se e foi direto para o aeroporto. O cômico foi que, imbecil, esqueceu o celular na suite e assim pôde ser preso pela polícia ainda dentro do avião.
A tragédia ocorreu não com ele, mas com a vítima que ninguém se interessa em saber. Seu nome é Nafissatou Diallo, da Guiné, africana, muçulmana, viúva e mãe de uma filha de 15 anos. A polícia encontrou-a escondida atrás de um armário, chorando e vomitando, traumatizada pela violência sofrida pelo hóspede da suite, cujo nome sequer conhecia. A maior parte da imprensa francesa, com cinismo e indisfarçável machismo, procurou esconder o fato, alegando até uma possível armadilha contra o futuro candidato socialista à Presidência da República. O ex-ministro da cultura e educação, Jacques Lang, de quem se poderia esperar algum esprit de finesse, com desprezo, afirmou:"Afinal não morreu ninguém". Que deixe uma mulher psicologicamente destruida pela brutalidade do Mr. Strauss-Kahn não conta muito. Finalmente, para essa gente, se trata apenas de uma mulher e africana. Mulher conta alguma coisa para este tipo de mentalidade atrasada, senão para ser mero "objeto de cama e mesa"?
Para sermos justos, temos que ver este fato a partir do olhar da vítima. Ai dimensionamos seu sofrimento e a humilhação de tantas mulheres no mundo que são sequestradas, violadas e vendidas como escravas do sexo. Só uma sociedade que perdeu todo o sentido de dignidade e se brutalizou pela predominância de uma concepção materialista de vida que faz tudo ser objeto e mercadoria, pode possibilitar tal prática. Hoje, tudo virou mercadoria e ocasião de ganho desde o bens comuns da humanidade, privatizados (commons como água, solos, sementes), até órgãos humanos, crianças e mulheres prostituidas. Se Marx visse esta situação ficaria seguramente escandalizado, pois para ele o capital vive da exploração da força de trabalho mas não da venda de vidas. No entanto, já em 1847 na Miséria da Filosofia intuía:
"Chegou, enfim, um tempo em que tudo o que os homens haviam considerado inalieável se tornou objeto de troca, de tráfico e podia alienar-se. O tempo em que as próprias coisas que até então eram comunicadas, mas jamais trocadas, dadas, mas jamais vendidas: adquiridas mas jamais compradas como a virtude, o amor, a opinião, a ciência e a consciência, em que tudo passou para o comércio. Reina o tempo da corrupção geral e da venalidade universal....em que tudo é levado ao mercado".
Strauss-Kahn é uma metáfora do atual sistema neoliberal. Suga o sangue dos paises em crise como a Islândia, a Irlanda, a Grécia, Portugal e agora a Espanha como fizera antes com o Brasil e os paises da América Latina e da Asia. Para salvar os bancos e obrigar a saldar as dívidas, arrasam a sociedade, desempregam, privatizam bens públicos, diminuem salários, aumentam os anos para as aposentadorias, fazem trabalhar mais horas. Só por causa do capital. O articulador destas políticas mundiais, entre outros, é o FMI, do qual Strauss-Kahn era a figura central.
O que ele fez com Nafissatou Diallo é uma metáfora daquilo que estava fazendo com os paises em dificuldades financeiras. Mereceria cadeia não só pela violência sexual contra a camareira mas muito mais pelo estupro econômico ao povo, que ele articulava a partir do FMI. Estamos desolados.
Leonardo Boff, Teólogo/Filósofo
Quinta-feira, 16 de junho de 2011 - 14h31min
por Leonardo Boff, Teólogo/Filósofo
O leitor ou leitora pensará que foi uma tragédia o fato de o Diretor-gerente do FMI, Strauss-Kahn, ter dado asas ao seu vício, a obsessiva busca por sexo perverso, nu, correndo atrás de uma camareira negra na suite 2806 do hotel Sofitel em Nova York, até agarrá-la e forçá-la a praticar sexo, com detalhes que a Promotoria de Nova York, descreve em detalhes e que, por decência, me dispenso de dizer. Para ele não era uma tragédia. Era uma vítima a mais, entre outras, que fez pelo mundo afora. Vestiu-se e foi direto para o aeroporto. O cômico foi que, imbecil, esqueceu o celular na suite e assim pôde ser preso pela polícia ainda dentro do avião.
A tragédia ocorreu não com ele, mas com a vítima que ninguém se interessa em saber. Seu nome é Nafissatou Diallo, da Guiné, africana, muçulmana, viúva e mãe de uma filha de 15 anos. A polícia encontrou-a escondida atrás de um armário, chorando e vomitando, traumatizada pela violência sofrida pelo hóspede da suite, cujo nome sequer conhecia. A maior parte da imprensa francesa, com cinismo e indisfarçável machismo, procurou esconder o fato, alegando até uma possível armadilha contra o futuro candidato socialista à Presidência da República. O ex-ministro da cultura e educação, Jacques Lang, de quem se poderia esperar algum esprit de finesse, com desprezo, afirmou:"Afinal não morreu ninguém". Que deixe uma mulher psicologicamente destruida pela brutalidade do Mr. Strauss-Kahn não conta muito. Finalmente, para essa gente, se trata apenas de uma mulher e africana. Mulher conta alguma coisa para este tipo de mentalidade atrasada, senão para ser mero "objeto de cama e mesa"?
Para sermos justos, temos que ver este fato a partir do olhar da vítima. Ai dimensionamos seu sofrimento e a humilhação de tantas mulheres no mundo que são sequestradas, violadas e vendidas como escravas do sexo. Só uma sociedade que perdeu todo o sentido de dignidade e se brutalizou pela predominância de uma concepção materialista de vida que faz tudo ser objeto e mercadoria, pode possibilitar tal prática. Hoje, tudo virou mercadoria e ocasião de ganho desde o bens comuns da humanidade, privatizados (commons como água, solos, sementes), até órgãos humanos, crianças e mulheres prostituidas. Se Marx visse esta situação ficaria seguramente escandalizado, pois para ele o capital vive da exploração da força de trabalho mas não da venda de vidas. No entanto, já em 1847 na Miséria da Filosofia intuía:
"Chegou, enfim, um tempo em que tudo o que os homens haviam considerado inalieável se tornou objeto de troca, de tráfico e podia alienar-se. O tempo em que as próprias coisas que até então eram comunicadas, mas jamais trocadas, dadas, mas jamais vendidas: adquiridas mas jamais compradas como a virtude, o amor, a opinião, a ciência e a consciência, em que tudo passou para o comércio. Reina o tempo da corrupção geral e da venalidade universal....em que tudo é levado ao mercado".
Strauss-Kahn é uma metáfora do atual sistema neoliberal. Suga o sangue dos paises em crise como a Islândia, a Irlanda, a Grécia, Portugal e agora a Espanha como fizera antes com o Brasil e os paises da América Latina e da Asia. Para salvar os bancos e obrigar a saldar as dívidas, arrasam a sociedade, desempregam, privatizam bens públicos, diminuem salários, aumentam os anos para as aposentadorias, fazem trabalhar mais horas. Só por causa do capital. O articulador destas políticas mundiais, entre outros, é o FMI, do qual Strauss-Kahn era a figura central.
O que ele fez com Nafissatou Diallo é uma metáfora daquilo que estava fazendo com os paises em dificuldades financeiras. Mereceria cadeia não só pela violência sexual contra a camareira mas muito mais pelo estupro econômico ao povo, que ele articulava a partir do FMI. Estamos desolados.
Leonardo Boff, Teólogo/Filósofo
segunda-feira, 20 de junho de 2011
POSSE DE DOM SÉRGIO
Arquidiocese agradece nomeação de Dom Sérgio
Nesta última quarta, 15/06, a Igreja de Brasília se reuniu na Catedral Metropolitana para celebrar a Missa em Ação de Graças pela nomeação de Dom Sérgio da Rocha, novo arcebispo de Brasília. Dom Waldemar Passini, administrador apostólico, presidiu a celebração.
“Hoje nosso coração exulta e diz, assim, como Cristo: ‘Pai, te dou graças’!”, afirmou. Dom Waldemar ressaltou que a Igreja de Cristo não é uma instituição meramente humana. Deus escolhe quem vai para a missão, não importando se tem qualificação ou experiência em determinada área.
O administrador apostólico ainda lembrou a convivência de dois anos que teve com Dom Sérgio. “Ele é uma pessoa rica em valores, humanidade, espiritualidade e disposição. Meu coração está repleto de alegria com o sim dele”, concluiu.
Dom Sérgio tomará posse como arcebispo de Brasília no dia 6 de agosto, em missa na Catedral Metropolitana de Brasília, às 9h da manhã.
Nesta última quarta, 15/06, a Igreja de Brasília se reuniu na Catedral Metropolitana para celebrar a Missa em Ação de Graças pela nomeação de Dom Sérgio da Rocha, novo arcebispo de Brasília. Dom Waldemar Passini, administrador apostólico, presidiu a celebração.
“Hoje nosso coração exulta e diz, assim, como Cristo: ‘Pai, te dou graças’!”, afirmou. Dom Waldemar ressaltou que a Igreja de Cristo não é uma instituição meramente humana. Deus escolhe quem vai para a missão, não importando se tem qualificação ou experiência em determinada área.
O administrador apostólico ainda lembrou a convivência de dois anos que teve com Dom Sérgio. “Ele é uma pessoa rica em valores, humanidade, espiritualidade e disposição. Meu coração está repleto de alegria com o sim dele”, concluiu.
Dom Sérgio tomará posse como arcebispo de Brasília no dia 6 de agosto, em missa na Catedral Metropolitana de Brasília, às 9h da manhã.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Brasilia tem novo Arcebispo
Dom Sergio da Rocha é o novo arcebispo eleito de Brasília
Foi anunciado na manhã desta quarta-feira, 15/06, o novo arcebispo da Arquidiocese de Brasília. Dom Sérgio da Rocha, 51 anos, era bispo de Teresina – PI desde março de 2007 e arcebispo Metropolitano em 03/09/2008. Seu lema episcopal é: "Omnia in Charitate" (1Cor 16,14) – “Em tudo, a caridade”.
Segundo padre Antonio Edimilson, chanceler da Cúria de Brasília, os trâmites do direito canônico é que o novo bispo apresente a bula que o nomeia como novo pastor da Arquidiocese, logo depois, marca-se uma reunião com o colégio de consultores sob a qual há a leitura deste decreto.
Em seu pronunciamento, hoje às 7h da manhã na Rádio Nova Aliança, o administrador apostólico, Dom Waldemar Passini anunciou que a data da posse será no dia 06 de agosto às 9 da manhã, dia da transfiguração do Senhor.
Em ação de graças, a Arquidiocese prepara uma missa que acontece hoje às 20h na Catedral de Brasília e será presidida pelo administrador apostólico Dom Waldemar Passini.
Biografia
Dom Sérgio nasceu em Dobrada - SP, em 21 de outubro de 1959. Foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão, em dezembro de 1984, e bispo em 11 de agosto de 2001, na Catedral de S. Carlos (SP). Estudou Filosofia no Seminário de São Carlos e Teologia na PUC de Campinas. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Lorena, SP. Fez mestrado em Teologia Moral pela Faculdade Nossa Senhora Assunção - SP e obteve o doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
Trabalhou no Seminário Diocesano de Filosofia, em São Carlos, como Diretor Espiritual, Professor de Filosofia e Reitor. No Seminário de Teologia de São Carlos, em Campinas, foi Diretor Espiritual e Reitor. Também foi professor e membro da Equipe de Formação dos Diáconos Permanentes de São Carlos - São Paulo. Exerceu também na Diocese de São Carlos as seguintes funções pastorais: Assessor da Pastoral da Juventude, Coordenador da Pastoral Vocacional, Coordenador da Escola de Agentes de Pastoral, Coordenador Diocesano de Pastoral, Pároco de Água Vermelha e de Santa Eudóxia, Vigário Paroquial das Paróquias Nossa Senhora de Fátima e Catedral e Reitor da Igreja São Judas Tadeu, em São Carlos.
Foi bispo Auxiliar de Fortaleza; Membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB; membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome da CNBB; Secretário do Regional Nordeste I; Presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM, membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e presidente do Regional Nordeste IV.
Informações:
Pe. André Lima - assessor de imprensa da Arquidiocese de Brasília
Patrícia Quinderé - jornalista
Maria Oliveira - secretária
61-3213-3345/3213-3346
www.arquidiocesedebrasilia.org.br
Foi anunciado na manhã desta quarta-feira, 15/06, o novo arcebispo da Arquidiocese de Brasília. Dom Sérgio da Rocha, 51 anos, era bispo de Teresina – PI desde março de 2007 e arcebispo Metropolitano em 03/09/2008. Seu lema episcopal é: "Omnia in Charitate" (1Cor 16,14) – “Em tudo, a caridade”.
Segundo padre Antonio Edimilson, chanceler da Cúria de Brasília, os trâmites do direito canônico é que o novo bispo apresente a bula que o nomeia como novo pastor da Arquidiocese, logo depois, marca-se uma reunião com o colégio de consultores sob a qual há a leitura deste decreto.
Em seu pronunciamento, hoje às 7h da manhã na Rádio Nova Aliança, o administrador apostólico, Dom Waldemar Passini anunciou que a data da posse será no dia 06 de agosto às 9 da manhã, dia da transfiguração do Senhor.
Em ação de graças, a Arquidiocese prepara uma missa que acontece hoje às 20h na Catedral de Brasília e será presidida pelo administrador apostólico Dom Waldemar Passini.
Biografia
Dom Sérgio nasceu em Dobrada - SP, em 21 de outubro de 1959. Foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão, em dezembro de 1984, e bispo em 11 de agosto de 2001, na Catedral de S. Carlos (SP). Estudou Filosofia no Seminário de São Carlos e Teologia na PUC de Campinas. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Lorena, SP. Fez mestrado em Teologia Moral pela Faculdade Nossa Senhora Assunção - SP e obteve o doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
Trabalhou no Seminário Diocesano de Filosofia, em São Carlos, como Diretor Espiritual, Professor de Filosofia e Reitor. No Seminário de Teologia de São Carlos, em Campinas, foi Diretor Espiritual e Reitor. Também foi professor e membro da Equipe de Formação dos Diáconos Permanentes de São Carlos - São Paulo. Exerceu também na Diocese de São Carlos as seguintes funções pastorais: Assessor da Pastoral da Juventude, Coordenador da Pastoral Vocacional, Coordenador da Escola de Agentes de Pastoral, Coordenador Diocesano de Pastoral, Pároco de Água Vermelha e de Santa Eudóxia, Vigário Paroquial das Paróquias Nossa Senhora de Fátima e Catedral e Reitor da Igreja São Judas Tadeu, em São Carlos.
Foi bispo Auxiliar de Fortaleza; Membro da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB; membro da Comissão Episcopal do Mutirão de Superação da Miséria e da Fome da CNBB; Secretário do Regional Nordeste I; Presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM, membro da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e presidente do Regional Nordeste IV.
Informações:
Pe. André Lima - assessor de imprensa da Arquidiocese de Brasília
Patrícia Quinderé - jornalista
Maria Oliveira - secretária
61-3213-3345/3213-3346
www.arquidiocesedebrasilia.org.br
terça-feira, 14 de junho de 2011
Artigo enviado pelo Pe. Valmir
Será que Jesus vai voltar? Sobre a festa da Ascenção - Carlos Mesters e Francisco Orofino
A comunidade é o próprio Jesus continuando a missão que o Pai lhe deu: “Como o Pai me enviou, assim envio vocês!” (Jo 20,21). “Vocês são a carta de Cristo!” (2Cor 3,3). O que importa não é saber a hora da volta de Jesus no fim dos tempos, mas sim continuar anunciando a Boa Nova de Deus até que ele volte! A pequena comunidade deve ser Luz das Nações, realizando sua missão junto aos pequeninos e fazendo com que outras pessoas se tornem também discípulas de Jesus.
Extraído do livro Atos dos Apóslotos: Olhar no espelho das primeiras comunidades. Faça seu pedido: vendas@cebi.org.br
Por volta dos anos 80, muitas comunidades estavam cansadas e tinham uma certa impaciência. Elas se perguntavam: “Será que Jesus vai voltar?” Pois Jesus tinha prometido voltar logo, mas até aquele momento ainda não tinha vindo! Daí a pergunta: “Vem ou não vem?” É também a pergunta de muita gente hoje: quando vai ser o fim do mundo? Quando é que Jesus vai voltar?
Atos 1,7-8: A resposta de Jesus que vale até hoje
As últimas palavras de Jesus aqui na terra trazem a resposta que vai servir de rumo para os cristãos de todos os tempos. Também para nós! Jesus diz: Não cabe a vocês conhecer os tempos e as datas que o Pai reservou à sua própria autoridade! Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os extremos da terra! Em vez de querer penetrar no segredo de Deus, os cristãos devem deixar-se penetrar pelo Espírito de Deus para que possam ser testemunhas de Jesus. Em vez de ficar olhando para a volta de Jesus no fim dos tempos, a pessoa cristã deve estar atento à volta de Jesus através do Espírito no dia-a-dia da sua vida. O resto, a gente deve deixar por conta do Pai que tem a história em suas mãos.
Em outras palavras, a resposta que Lucas dá às comunidades dos anos 80 é esta: Jesus já voltou no dia de Pentecostes e, agora, ele está presente na comunidade! A comunidade é o próprio Jesus continuando a missão que o Pai lhe deu: “Como o Pai me enviou, assim envio vocês!” (Jo 20,21). “Vocês são a carta de Cristo!” (2Cor 3,3). O que importa não é saber a hora da volta de Jesus no fim dos tempos, mas sim continuar anunciando a Boa Nova de Deus até que ele volte!
Nesta resposta de Jesus, Lucas dá também o esquema do livro dos Atos: dar testemunho de Jesus em Jerusalém (At 2 a 7), em toda a Judéia e Samaria (At 8 a 15), até os confins do mundo (At 16-28).
Atos 1,9: Descrição da ascensão
Diz o texto: Jesus foi elevado à vista deles e uma nuvem o ocultou a seus olhos. Desta frase vem o que até hoje repetimos no Credo: “Subiu ao céu, onde está sentado à direita de Deus Pai”. A nuvem é um símbolo da presença de Deus. Ela acompanhava o povo no deserto, depois da saída do Egito (Ex 13,21-22; 40,36-38). E quando Salomão inaugurou o Templo, ela encheu o Santo dos Santos para significar que Deus tinha tomado posse (1Rs 8,10-13). Dizendo que uma nuvem ocultou Jesus aos olhos dos discípulos e das discípulas, Lucas afirma que Jesus entrou no mundo de Deus para poder estar sempre conosco. De junto de Deus, ele nos envia o dom do Espírito Santo, a cada momento. Por isso, podemos dizer e gritar durante as nossas celebrações: Ele está no meio de nós!
Atos 1,10-11: O recado dos mensageiros
Depois que Jesus desapareceu, os discípulos e as discípulas ficaram aí, parados, olhando para o céu. Era o que, no tempo de Lucas, muita gente fazia. Ficavam olhando para o céu, esperando a volta de Jesus, e esqueciam de cumprir aqui na terra seu dever de serem testemunhas de Jesus (2Ts 3,11-12).
Neste momento, aparecem dois homens vestidos de branco. São mensageiros que transmitem ou esclarecem a mensagem de Deus que existe dentro dos fatos. Quando alguém faz isto, dizemos que ele ou ela é um anjo ou uma anja de Deus. A palavra anjo significa mensageiro. Os dois dão um recado que deve animar a caminhada das comunidades: “Tão certo como Jesus subiu para o céu e agora se encontra junto de Deus, tão certo ele voltará e se manifestará de novo, do mesmo modo como vocês o viram partir aqui”. Com esta certeza no coração, os cristãos devem continuar o anúncio da Boa Nova, sem se preocupar com a data e a hora da volta de Jesus (At 1,7; Mc 13,32).
Assim, Lucas adverte as comunidades dos anos 80 (e também as nossas de hoje), para que a demasiada preocupação com a vinda gloriosa de Jesus no fim dos tempos não as impeça de perceber que Jesus já estava aí no meio delas. Esta nova volta invisível mas real de Jesus se deu no dia de Pentecostes e nos muitos outros pentecostes que seguiram depois, até hoje: na Palavra, na Eucaristia, na Comunidade, nos acontecimentos, de tantas maneiras! É preciso ter o olhar de fé para poder percebê-lo. Este olhar se adquire na comunidade.
A comunidade é o próprio Jesus continuando a missão que o Pai lhe deu: “Como o Pai me enviou, assim envio vocês!” (Jo 20,21). “Vocês são a carta de Cristo!” (2Cor 3,3). O que importa não é saber a hora da volta de Jesus no fim dos tempos, mas sim continuar anunciando a Boa Nova de Deus até que ele volte! A pequena comunidade deve ser Luz das Nações, realizando sua missão junto aos pequeninos e fazendo com que outras pessoas se tornem também discípulas de Jesus.
Extraído do livro Atos dos Apóslotos: Olhar no espelho das primeiras comunidades. Faça seu pedido: vendas@cebi.org.br
Por volta dos anos 80, muitas comunidades estavam cansadas e tinham uma certa impaciência. Elas se perguntavam: “Será que Jesus vai voltar?” Pois Jesus tinha prometido voltar logo, mas até aquele momento ainda não tinha vindo! Daí a pergunta: “Vem ou não vem?” É também a pergunta de muita gente hoje: quando vai ser o fim do mundo? Quando é que Jesus vai voltar?
Atos 1,7-8: A resposta de Jesus que vale até hoje
As últimas palavras de Jesus aqui na terra trazem a resposta que vai servir de rumo para os cristãos de todos os tempos. Também para nós! Jesus diz: Não cabe a vocês conhecer os tempos e as datas que o Pai reservou à sua própria autoridade! Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os extremos da terra! Em vez de querer penetrar no segredo de Deus, os cristãos devem deixar-se penetrar pelo Espírito de Deus para que possam ser testemunhas de Jesus. Em vez de ficar olhando para a volta de Jesus no fim dos tempos, a pessoa cristã deve estar atento à volta de Jesus através do Espírito no dia-a-dia da sua vida. O resto, a gente deve deixar por conta do Pai que tem a história em suas mãos.
Em outras palavras, a resposta que Lucas dá às comunidades dos anos 80 é esta: Jesus já voltou no dia de Pentecostes e, agora, ele está presente na comunidade! A comunidade é o próprio Jesus continuando a missão que o Pai lhe deu: “Como o Pai me enviou, assim envio vocês!” (Jo 20,21). “Vocês são a carta de Cristo!” (2Cor 3,3). O que importa não é saber a hora da volta de Jesus no fim dos tempos, mas sim continuar anunciando a Boa Nova de Deus até que ele volte!
Nesta resposta de Jesus, Lucas dá também o esquema do livro dos Atos: dar testemunho de Jesus em Jerusalém (At 2 a 7), em toda a Judéia e Samaria (At 8 a 15), até os confins do mundo (At 16-28).
Atos 1,9: Descrição da ascensão
Diz o texto: Jesus foi elevado à vista deles e uma nuvem o ocultou a seus olhos. Desta frase vem o que até hoje repetimos no Credo: “Subiu ao céu, onde está sentado à direita de Deus Pai”. A nuvem é um símbolo da presença de Deus. Ela acompanhava o povo no deserto, depois da saída do Egito (Ex 13,21-22; 40,36-38). E quando Salomão inaugurou o Templo, ela encheu o Santo dos Santos para significar que Deus tinha tomado posse (1Rs 8,10-13). Dizendo que uma nuvem ocultou Jesus aos olhos dos discípulos e das discípulas, Lucas afirma que Jesus entrou no mundo de Deus para poder estar sempre conosco. De junto de Deus, ele nos envia o dom do Espírito Santo, a cada momento. Por isso, podemos dizer e gritar durante as nossas celebrações: Ele está no meio de nós!
Atos 1,10-11: O recado dos mensageiros
Depois que Jesus desapareceu, os discípulos e as discípulas ficaram aí, parados, olhando para o céu. Era o que, no tempo de Lucas, muita gente fazia. Ficavam olhando para o céu, esperando a volta de Jesus, e esqueciam de cumprir aqui na terra seu dever de serem testemunhas de Jesus (2Ts 3,11-12).
Neste momento, aparecem dois homens vestidos de branco. São mensageiros que transmitem ou esclarecem a mensagem de Deus que existe dentro dos fatos. Quando alguém faz isto, dizemos que ele ou ela é um anjo ou uma anja de Deus. A palavra anjo significa mensageiro. Os dois dão um recado que deve animar a caminhada das comunidades: “Tão certo como Jesus subiu para o céu e agora se encontra junto de Deus, tão certo ele voltará e se manifestará de novo, do mesmo modo como vocês o viram partir aqui”. Com esta certeza no coração, os cristãos devem continuar o anúncio da Boa Nova, sem se preocupar com a data e a hora da volta de Jesus (At 1,7; Mc 13,32).
Assim, Lucas adverte as comunidades dos anos 80 (e também as nossas de hoje), para que a demasiada preocupação com a vinda gloriosa de Jesus no fim dos tempos não as impeça de perceber que Jesus já estava aí no meio delas. Esta nova volta invisível mas real de Jesus se deu no dia de Pentecostes e nos muitos outros pentecostes que seguiram depois, até hoje: na Palavra, na Eucaristia, na Comunidade, nos acontecimentos, de tantas maneiras! É preciso ter o olhar de fé para poder percebê-lo. Este olhar se adquire na comunidade.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
XVIII Festival vocacional
Inscrições abertas para XVIII Festival vocacional
O Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Arquidiocese de Brasília, buscando formar e incentivar uma autêntica consciência vocacional, promove o XVIII Festival vocacional, “Teu amor me conquistou”. Que se realizará no dia 21 de agosto de 2011, no Colégio Dom Bosco. O Festival é um concurso de música e de poesia e tem por objetivos:
Aprimorar por meio da arte (música e poesia) a consciência da Vocação de todos os batizados;
Através da música e da poesia, evangelizar em sintonia com a caminhada da Igreja católica.
Dar oportunidade para a juventude e toda a comunidade de se expressarem, seja pela música ou pela poesia, incentivando-os a serem, em nossos dias, um eco da voz de Cristo que continua chamando seus discípulos;
Valorizar pessoas e grupos de nossas comunidades que trabalham com música Cristã Católica;
Promover e intensificar intercâmbios de natureza artístico-cultural.;
Descobrir e valorizar novos talentos e despertar uma cultura vocacional em nossa Arquidiocese.
O XVIII Festival Vocacional tem o caráter de concurso (de músicas e poesias) inéditas e originais que versem sobre um dos temas abaixo:
Vocação/chamado
Seguimento de Jesus Cristo
Missão
Santidade
Podem concorrer no festival autores católicos de Brasília e Entorno nas categorias música e poesia. A fase de inscrição está aberta e vai até o dia 29 de junho. As inscrições podem ser realizadas em um dos seguintes locais:
Livraria Paulinas – Setor Comercial Sul;
Livraria Paulus – Setor Comercial Sul;
Comunidade Shalom – W3 Sul;
Seminário Nossa Senhora de Fátima – Lago Sul;
Rádio Maria – Paranoá.
Mais informações com o Seminarista Luiz Gonzaga nos telefones 9181-4231 / 3366- 9904 ou pelo email: festivalvocacionalbsb@hotmail.com
O Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Arquidiocese de Brasília, buscando formar e incentivar uma autêntica consciência vocacional, promove o XVIII Festival vocacional, “Teu amor me conquistou”. Que se realizará no dia 21 de agosto de 2011, no Colégio Dom Bosco. O Festival é um concurso de música e de poesia e tem por objetivos:
Aprimorar por meio da arte (música e poesia) a consciência da Vocação de todos os batizados;
Através da música e da poesia, evangelizar em sintonia com a caminhada da Igreja católica.
Dar oportunidade para a juventude e toda a comunidade de se expressarem, seja pela música ou pela poesia, incentivando-os a serem, em nossos dias, um eco da voz de Cristo que continua chamando seus discípulos;
Valorizar pessoas e grupos de nossas comunidades que trabalham com música Cristã Católica;
Promover e intensificar intercâmbios de natureza artístico-cultural.;
Descobrir e valorizar novos talentos e despertar uma cultura vocacional em nossa Arquidiocese.
O XVIII Festival Vocacional tem o caráter de concurso (de músicas e poesias) inéditas e originais que versem sobre um dos temas abaixo:
Vocação/chamado
Seguimento de Jesus Cristo
Missão
Santidade
Podem concorrer no festival autores católicos de Brasília e Entorno nas categorias música e poesia. A fase de inscrição está aberta e vai até o dia 29 de junho. As inscrições podem ser realizadas em um dos seguintes locais:
Livraria Paulinas – Setor Comercial Sul;
Livraria Paulus – Setor Comercial Sul;
Comunidade Shalom – W3 Sul;
Seminário Nossa Senhora de Fátima – Lago Sul;
Rádio Maria – Paranoá.
Mais informações com o Seminarista Luiz Gonzaga nos telefones 9181-4231 / 3366- 9904 ou pelo email: festivalvocacionalbsb@hotmail.com
sexta-feira, 10 de junho de 2011
AOS JOVENS
A juventude santificada pelo Divino Espírito
Jovem, caro amigo, hoje quero fazer deste artigo uma oração e, por isso, quero começar lhe pedindo: Antes de continuar lendo, pare por alguns minutos, faça silêncio interior e eleve sua alma a Deus Espírito Santo. Viva a sua Maranatha do Espírito e peça com fervor: “Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos fiéis; enchei de graça celestial os corações que Vós criastes!” Quero agora suplicar a você, admirável companheiro de juventude: abra-se à ação do Divino Espírito em sua vida e permita que Ele realize, em seu íntimo, um novo Pentecostes. Não se esqueça de que o Divino Espírito é força, luz e dinamismo. Quero que perceba que essas características do Espírito Santo são também as características inerentes aos jovens, pois jovem é sinônimo de renovação e de transformação. Somos jovens quando percebemos, no fundo de nossa alma, que o vento impetuoso de Pentecostes está soprando sobre todos e cada um de nós, conduzindo-nos em direção a novas messes! Somos jovens quando sentimos no coração que o Cenáculo está sempre aberto para nos acolher e, assim como Pedro, sem medo ou receios, anunciamos que Jesus Cristo triunfou sobre a morte e n’Ele nós somos vencedores!
Jovem, Deus lhe deu o Seu Espírito e o conduziu ao Cenáculo de Pentecostes em dois momentos centrais de sua vida na fé. O primeiro desses momentos foi o dia do seu batismo, dia feliz em que você foi inserido no Corpo Místico de Cristo. De forma plena, você recebeu o Supremo Espírito, no dia em que recebeu o sacramento da Confirmação. No dia da sua Crisma, os anjos que rodeavam você e os outros crismandos proferiram: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo!” (At 2,4). Jovem crismando, o Divino Espírito é fecundo, suave e o conduz a uma profunda paz interior! Hoje, passados alguns anos após a recepção de sua crisma, eu quero questioná-lo: O vento impetuoso de Pentecostes continua transformando suas atitudes e sua conduta? O fogo renovador do Espírito continua incrementando seu compromisso com Cristo? Jovem, o Espírito habita em você e, por isso, do mesmo modo que não podemos deter o vento, não podemos aprisionar o Espírito Santo. Ele continua interpelando você sobre como está a sua luta contra o pecado, Ele o consagra para levar a Boa Nova aos outros jovens e é também Ele quem o faz exultar em agradecimento quando você consegue realizar boas obras em Nome de Cristo!
Jovem, em Sua Providência, Cristo quis que você recebesse o Espírito Santo. Lembre-se: todo jovem que é guiado pelo Divino Espírito é um exemplo de vida de oração e de doação ao próximo! Todo jovem que é instruído pelo Divino Espírito demonstra alegria e uma ampla satisfação em poder participar da catequese, dos Grupos de jovens e dos Movimentos destinados à juventude, nos quais ele vive e revive as verdades centrais da nossa fé! Todo jovem que se abre à ação do Divino Espírito corresponde ao amor de Deus, busca a transformação em Cristo e diz com convicção um sonoro não à violência, ao pecado, ao egoísmo e ao hedonismo! Todo jovem que recebe copiosamente a chuva de graças que provém do Divino Espírito diz com confiança um imenso sim à vida, à caridade, ao companheirismo e ao serviço desinteressado!
Jovem, se a terra de seu coração está árida e seca, abra-se à intimidade com o Espírito Santo e sinta que Ele é o companheiro inseparável, o Amigo de todas as horas e o seu maior Conselheiro! O Espírito Santo quer pairar em sua vida e em suas atitudes! Junte-se a outros jovens que, assim como você, estão sedentos em servir a Deus e à Sua Igreja e organizem uma sinfonia de jovens que cantam com fervor a bela canção do Espírito Santo! Jovem, o Espírito Santo habita em você e o torna agradável a Deus; consequentemente, proclame com entusiasmo aos seus companheiros de juventude que o Paráclito “vem onde é amado, onde é convidado, onde é esperado!” (São Boaventura, “Sermão para o IV Domingo da Páscoa”). Nessa sinfonia, o Paráclito o conduzirá cada vez mais a subir o tom da santidade e da justiça em sua vida e o levará a cantar um canto pentecostal de forma sempre nova: “Espírito do Deus vivo, desce de novo em mim: funde-me, molda-me, enche-me, usa-me!”
Jovem, quero ainda lhe dizer: o Espírito Santo “está em vós e permanece convosco!” (Jo 14,17). Nós, “somos o seu templo”. (1 Cor 3,17). Não deixe que o passar do tempo ofusque em sua alma a plena certeza de que “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado!” (Rm 5,5). Saiba que “o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza e em nosso favor intercede com gemidos inefáveis!” (Rm 8, 16.26). Vamos concluir, do mesmo modo que começamos, em íntima oração com o Divino Espírito; rezemos juntos: Vinde Espírito Santo e nos dê a real noção de quanto é importante o apostolado dos jovens para a vida da Igreja! Infundi em nossas almas o maior respeito à Lei de Deus e uma maior reverência por tudo que é sagrado! Que vosso fogo penetre em nossos corações todas as vezes em que recebermos o sacramento da Eucaristia! Que vossa luz santíssima nos ajude a vencer as trevas que imperam no mundo, para que sejamos, de fato, filhos da luz! Doce Consolador, ajudai-nos a sermos jovens na prática do serviço e da caridade e purificai-nos de tudo o que é impuro! Manso Espírito da Verdade, robustecei nosso amor pelo Cristo, para que possamos anunciar à juventude que somente a união com nosso Redentor nos fará vencer a escravidão, a exploração e todo desamor! Espírito de Amor, ensinai-nos a amar, assim como Cristo nos amou! Amém!
Aloísio Parreiras
(Membro do Movimento de Emaús/Brasília)
Jovem, caro amigo, hoje quero fazer deste artigo uma oração e, por isso, quero começar lhe pedindo: Antes de continuar lendo, pare por alguns minutos, faça silêncio interior e eleve sua alma a Deus Espírito Santo. Viva a sua Maranatha do Espírito e peça com fervor: “Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos fiéis; enchei de graça celestial os corações que Vós criastes!” Quero agora suplicar a você, admirável companheiro de juventude: abra-se à ação do Divino Espírito em sua vida e permita que Ele realize, em seu íntimo, um novo Pentecostes. Não se esqueça de que o Divino Espírito é força, luz e dinamismo. Quero que perceba que essas características do Espírito Santo são também as características inerentes aos jovens, pois jovem é sinônimo de renovação e de transformação. Somos jovens quando percebemos, no fundo de nossa alma, que o vento impetuoso de Pentecostes está soprando sobre todos e cada um de nós, conduzindo-nos em direção a novas messes! Somos jovens quando sentimos no coração que o Cenáculo está sempre aberto para nos acolher e, assim como Pedro, sem medo ou receios, anunciamos que Jesus Cristo triunfou sobre a morte e n’Ele nós somos vencedores!
Jovem, Deus lhe deu o Seu Espírito e o conduziu ao Cenáculo de Pentecostes em dois momentos centrais de sua vida na fé. O primeiro desses momentos foi o dia do seu batismo, dia feliz em que você foi inserido no Corpo Místico de Cristo. De forma plena, você recebeu o Supremo Espírito, no dia em que recebeu o sacramento da Confirmação. No dia da sua Crisma, os anjos que rodeavam você e os outros crismandos proferiram: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo!” (At 2,4). Jovem crismando, o Divino Espírito é fecundo, suave e o conduz a uma profunda paz interior! Hoje, passados alguns anos após a recepção de sua crisma, eu quero questioná-lo: O vento impetuoso de Pentecostes continua transformando suas atitudes e sua conduta? O fogo renovador do Espírito continua incrementando seu compromisso com Cristo? Jovem, o Espírito habita em você e, por isso, do mesmo modo que não podemos deter o vento, não podemos aprisionar o Espírito Santo. Ele continua interpelando você sobre como está a sua luta contra o pecado, Ele o consagra para levar a Boa Nova aos outros jovens e é também Ele quem o faz exultar em agradecimento quando você consegue realizar boas obras em Nome de Cristo!
Jovem, em Sua Providência, Cristo quis que você recebesse o Espírito Santo. Lembre-se: todo jovem que é guiado pelo Divino Espírito é um exemplo de vida de oração e de doação ao próximo! Todo jovem que é instruído pelo Divino Espírito demonstra alegria e uma ampla satisfação em poder participar da catequese, dos Grupos de jovens e dos Movimentos destinados à juventude, nos quais ele vive e revive as verdades centrais da nossa fé! Todo jovem que se abre à ação do Divino Espírito corresponde ao amor de Deus, busca a transformação em Cristo e diz com convicção um sonoro não à violência, ao pecado, ao egoísmo e ao hedonismo! Todo jovem que recebe copiosamente a chuva de graças que provém do Divino Espírito diz com confiança um imenso sim à vida, à caridade, ao companheirismo e ao serviço desinteressado!
Jovem, se a terra de seu coração está árida e seca, abra-se à intimidade com o Espírito Santo e sinta que Ele é o companheiro inseparável, o Amigo de todas as horas e o seu maior Conselheiro! O Espírito Santo quer pairar em sua vida e em suas atitudes! Junte-se a outros jovens que, assim como você, estão sedentos em servir a Deus e à Sua Igreja e organizem uma sinfonia de jovens que cantam com fervor a bela canção do Espírito Santo! Jovem, o Espírito Santo habita em você e o torna agradável a Deus; consequentemente, proclame com entusiasmo aos seus companheiros de juventude que o Paráclito “vem onde é amado, onde é convidado, onde é esperado!” (São Boaventura, “Sermão para o IV Domingo da Páscoa”). Nessa sinfonia, o Paráclito o conduzirá cada vez mais a subir o tom da santidade e da justiça em sua vida e o levará a cantar um canto pentecostal de forma sempre nova: “Espírito do Deus vivo, desce de novo em mim: funde-me, molda-me, enche-me, usa-me!”
Jovem, quero ainda lhe dizer: o Espírito Santo “está em vós e permanece convosco!” (Jo 14,17). Nós, “somos o seu templo”. (1 Cor 3,17). Não deixe que o passar do tempo ofusque em sua alma a plena certeza de que “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado!” (Rm 5,5). Saiba que “o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza e em nosso favor intercede com gemidos inefáveis!” (Rm 8, 16.26). Vamos concluir, do mesmo modo que começamos, em íntima oração com o Divino Espírito; rezemos juntos: Vinde Espírito Santo e nos dê a real noção de quanto é importante o apostolado dos jovens para a vida da Igreja! Infundi em nossas almas o maior respeito à Lei de Deus e uma maior reverência por tudo que é sagrado! Que vosso fogo penetre em nossos corações todas as vezes em que recebermos o sacramento da Eucaristia! Que vossa luz santíssima nos ajude a vencer as trevas que imperam no mundo, para que sejamos, de fato, filhos da luz! Doce Consolador, ajudai-nos a sermos jovens na prática do serviço e da caridade e purificai-nos de tudo o que é impuro! Manso Espírito da Verdade, robustecei nosso amor pelo Cristo, para que possamos anunciar à juventude que somente a união com nosso Redentor nos fará vencer a escravidão, a exploração e todo desamor! Espírito de Amor, ensinai-nos a amar, assim como Cristo nos amou! Amém!
Aloísio Parreiras
(Membro do Movimento de Emaús/Brasília)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Marcha pela vida acontece hoje
Acontece, hoje, dia 01 de junho, a Manifestação pacífica na Esplanada dos Ministérios em favor da família, liberdade de expressão e religiosa.
A iniciativa partiu da bancada Cristã do Congresso Nacional e convoca todos aqueles que lutam pelos direitos da vida e família para manifestar sua contrariedade à PL 122.
Serviço:
Manifestação Pacífica em favor da Família
Local: Em frente ao Congresso Nacional
Horário: ás 15h.
Acontece, hoje, dia 01 de junho, a Manifestação pacífica na Esplanada dos Ministérios em favor da família, liberdade de expressão e religiosa.
A iniciativa partiu da bancada Cristã do Congresso Nacional e convoca todos aqueles que lutam pelos direitos da vida e família para manifestar sua contrariedade à PL 122.
Serviço:
Manifestação Pacífica em favor da Família
Local: Em frente ao Congresso Nacional
Horário: ás 15h.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Festa de Corpus Christ
Brasília celebra Corpus Christi com grande festa
No dia 23 de junho, quinta-feira, às 16h, na Esplanada dos Ministérios, será celebrada a festa de Corpus Christi; onde será comemorada, solenemente, a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
A festa que traz, este ano, o tema 'Edificados e enraizados em Cristo Eucarístico', inicia-se por volta das 6h30 com a confecção do tradicional tapete pelos jovens, por onde passará a procissão.
A Santa missa será celebrada às 17h e ,ao seu término, por volta das 18h, haverá a solene procissão do Santíssimo Sacramento, em torno do quadrilátero gramado, em frente à Catedral, com benção para os doentes, governantes e as famílias, seguida de uma grande queima de fogos.
Programação:
06h30 Confecção do tapete.
15h - Início da concentração popular e ensaio dos cânticos da festa. Os fiéis de todas as paróquias de Brasília e das cidades do entorno começaram a tomar o seu espaço na praça.
16h45 - Saída Solene do Senhor Arcebispo Metropolitano de Brasília, Bispos presentes e padres de todas as paróquias, da Catedral para o altar da celebração.
17h - Santa Missa presidida pelo Arcebispo de Brasília e concelebrada com os Bispos presentes e de todo o clero;
Informações:
Telefone: ( 61) 3224 4073 - Catedral Metropolitana de Brasília
No dia 23 de junho, quinta-feira, às 16h, na Esplanada dos Ministérios, será celebrada a festa de Corpus Christi; onde será comemorada, solenemente, a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
A festa que traz, este ano, o tema 'Edificados e enraizados em Cristo Eucarístico', inicia-se por volta das 6h30 com a confecção do tradicional tapete pelos jovens, por onde passará a procissão.
A Santa missa será celebrada às 17h e ,ao seu término, por volta das 18h, haverá a solene procissão do Santíssimo Sacramento, em torno do quadrilátero gramado, em frente à Catedral, com benção para os doentes, governantes e as famílias, seguida de uma grande queima de fogos.
Programação:
06h30 Confecção do tapete.
15h - Início da concentração popular e ensaio dos cânticos da festa. Os fiéis de todas as paróquias de Brasília e das cidades do entorno começaram a tomar o seu espaço na praça.
16h45 - Saída Solene do Senhor Arcebispo Metropolitano de Brasília, Bispos presentes e padres de todas as paróquias, da Catedral para o altar da celebração.
17h - Santa Missa presidida pelo Arcebispo de Brasília e concelebrada com os Bispos presentes e de todo o clero;
Informações:
Telefone: ( 61) 3224 4073 - Catedral Metropolitana de Brasília
terça-feira, 24 de maio de 2011
Bioética e Defesa da Vida
Encontro de Educadores pela Vida
Educar para o amor! Esse tem sido um grande desafio para muitos pais, professores, catequistas, padres, orientadores e outros profissionais que lidam diariamente com crianças e adolescentes.
E diante da responsabilidade de torná-los preparados para uma vida afetiva e sexual realizadora e significativa, a Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília realizará, no dia 28 de maio de 2011, o I Encontro de Educadores pela Vida, que terá como tema: Afetividade e Sexualidade: chamados ao verdadeiro amor.
O Encontro ocorrerá no auditório do Colégio Cor Jesu, na L2 615 Sul, das 8h às 18h. E será ministrado pelo professor Felipe Nery, Diretor do Colégio São Bento de São Paulo-SP.
Aproveite essa oportunidade preciosa. Participe e divulgue! O valor da inscrição é de R$ 20,00, incluindo o almoço.
Temas que serão abordados:
Família: Santuário Doméstico da Igreja
Pais profissionais
O Dom da Sexualidade
A Aventura do Verdadeiro Amor
Como falar aos jovens sobre sexualidade
Para se inscrever:
Tel: (61) 9961-3669 (Elizete)
(61) 8114-0152 (Luciana)
(61) 9947-1540 (Cristiane), ou
E-mail: encontrofn2011@hotmail.com
I Encontro de Educadores pela Vida:
Data: 28/maio/2011
Horário: Das 8h às 18h
Local: Auditório do Colégio Cor Jesu, L2 615 Sul
Valor: R$ 20,00 (incluindo almoço)
Públio-alvo: Professores, catequistas, sacerdotes, lideranças jovens, pais, psicólogos, orientadores educacionais e educadores em geral.
Educar para o amor! Esse tem sido um grande desafio para muitos pais, professores, catequistas, padres, orientadores e outros profissionais que lidam diariamente com crianças e adolescentes.
E diante da responsabilidade de torná-los preparados para uma vida afetiva e sexual realizadora e significativa, a Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília realizará, no dia 28 de maio de 2011, o I Encontro de Educadores pela Vida, que terá como tema: Afetividade e Sexualidade: chamados ao verdadeiro amor.
O Encontro ocorrerá no auditório do Colégio Cor Jesu, na L2 615 Sul, das 8h às 18h. E será ministrado pelo professor Felipe Nery, Diretor do Colégio São Bento de São Paulo-SP.
Aproveite essa oportunidade preciosa. Participe e divulgue! O valor da inscrição é de R$ 20,00, incluindo o almoço.
Temas que serão abordados:
Família: Santuário Doméstico da Igreja
Pais profissionais
O Dom da Sexualidade
A Aventura do Verdadeiro Amor
Como falar aos jovens sobre sexualidade
Para se inscrever:
Tel: (61) 9961-3669 (Elizete)
(61) 8114-0152 (Luciana)
(61) 9947-1540 (Cristiane), ou
E-mail: encontrofn2011@hotmail.com
I Encontro de Educadores pela Vida:
Data: 28/maio/2011
Horário: Das 8h às 18h
Local: Auditório do Colégio Cor Jesu, L2 615 Sul
Valor: R$ 20,00 (incluindo almoço)
Públio-alvo: Professores, catequistas, sacerdotes, lideranças jovens, pais, psicólogos, orientadores educacionais e educadores em geral.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Dinâmicas para catequese
63. Pizza
Participantes: 7 a 15 pessoas
Tempo Estimado: 30 minutos
Material: Lápis e papel para os integrantes.
Descrição: O coordenador propõe temas a serem debatidos pelo grupo. Cada integrante é motivado para que defina qual a importância dos diferentes temas para si mesmo. Dentre os temas propostos pode-se ter temas como: drogas, sexo, namoro, política, amizade, espiritualidade, liturgia, família, educação, saúde, segurança, esportes, etc. Os temas devem ser identificados por um número ou uma letra (de preferência a primeira letra do tema). Em seguida, cada integrante deve desenhar um círculo e dividi-lo de acordo com a proporção de importância que tem para com cada tema. As divisões devem ser identificadas pelos números ou letras definidos anteriormente para os temas. Temas se nenhuma importância para o integrante podem ser simplesmente desconsiderados pelo mesmo. Então, cada integrante apresenta seu desenho ao grupo comentando suas opções. Em contrapartida, o grupo pode opinar sobre estas opções e se as mesmas correspondem ao que o grupo esperava do integrante.
64. Presente da alegria
Participantes: 3 a 10 pessoas
Tempo: 5 minutos por participante;
Material: lápis e papel;
Descrição: O coordenador forma subgrupos e fornece papel para cada participante;
A seguir, o coordenador fará uma exposição, como segue: "muitas vezes apreciamos mais um presente pequeno do que um grande. Muitas vezes ficamos preocupados por não sermos capazes de realizar coisas grandes e negligenciamos de fazer coisas menores, embora de grande significado. Na experiência que segue, seremos capazes de dar um pequeno presente de alegria para cada membro do grupo";
Prosseguindo, o coordenador convida os membros dos subgrupos para que escrevam uma mensagem para cada membro do subgrupo. A mensagem visa provocar em cada pessoa sentimentos positivos em relação a si mesmo;
O coordenador apresenta sugestões, procurando induzir a todos a mensagem para cada membro do subgrupo, mesmo para aquelas pessoas pelas quais não sintam grande simpatia.
Na mensagem dirá:
1. Procure ser específico, dizendo, por exemplo: "gosto do seu modo de rir toda vez que você se dirige a uma pessoa", em vez de: "eu gosto de sua atitude", que é mais geral;
2. Procure escrever uma mensagem especial que se enquadre bem na pessoa, em vez de um comentário que se aplique a várias pessoas;
3. Inclua todos, embora não conheça suficientemente bem. Procure algo de positivo em todos;
4. Procure dizer a cada um o que observou dentro do grupo, seus pontos altos, seus sucessos, e faça a colocação sempre na primeira pessoa, assim: "eu gosto" ou "eu sinto";
5. Diga ao outro o que encontra nele que faz você ser mais feliz;
Os participantes poderão, caso queiram, assinar a mensagem;
Escritas às mensagens, serão elas dobradas e colocadas numa caixa para ser recolhidas, a seguir, com os nomes dos endereçados no lado de fora.
65. Presente de amigo
Participantes: 10 a 30 pessoas
Tempo Estimado: 30 minutos
Material: Lápis e papel para os integrantes
Descrição: O coordenador divide o grupo em subgrupos de quatro a seis integrantes e, em seguida, expõe o seguinte: "Muitas vezes apreciamos mais um presente pequeno do que um grande. Muitas vezes ficamos preocupados por não sermos capazes de realizar coisas grandes e negligenciamos de fazer coisas menores, embora de grande significado. Na experiência que segue, seremos capazes de dar um pequeno presente de alegria para alguns integrantes do grupo".Prosseguindo, o coordenador convida os integrantes para que escrevam mensagens para todos os integrantes de seu subgrupo. As mensagens devem ser da seguinte forma:
a) Provocar sentimentos positivos no destinatário com relação a si mesmo;
b) Ser mais específicas, descrevendo detalhes próprios da pessoa ao invés de características muito genéricas;
c) Indicar os pontos positivos da pessoa dentro do contexto do grupo;
d) Ser na primeira pessoa;
e) Ser sinceras;
f) Podem ser ou não assinadas, de acordo com a vontade do remetente.
As mensagens são dobradas e o nome do destinatário é colocado do lado de fora. Então elas são recolhidas e entregues aos destinatários. Depois que todos tiverem lido as mensagens, segue-se à conclusão da dinâmica com um debate sobre as reações dos integrantes.
66. Riqueza dos nomes
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: Tiras de papel ou cartolina, pincel atômico ou caneta hidrográfica, cartaz para escrever as palavras montadas ou quadro-negro.
Descrição: Os participantes de um grupo novo são convidados pelo coordenador a andar pela sala se olhando, enquanto uma música toca.
Quando o som para, escolher um par e ficar ao lado dele (a). Cumprimentar-se de alguma forma, com algum gesto (aperto de mão, abraço, beijo no rosto e etc).
Colocar novamente os pares a andar pela sala (desta vez são os dois andando juntos). Assim que pára a música, devem se associar a outro par (fica o grupo com quatro pessoas).
Cada participante do grupo composto de quatro pessoas recebe uma cartolina e coloca nela seu nome (tira de papel também serve).
Após mostrar o nome para os outros três companheiros, os participantes deste pequeno grupo juntarão uma palavra com estas sílabas (servem apenas as letras).
Exemplo: Anderson + JÚlio + DAiane = Ajuda
Airton + RoMIlton + ZAira + SanDEr = Amizade
Colocar a palavra formada num quadro-negro ou cartolina e o grupo falará sobre ela e sua importância na vida.
Participantes: 7 a 15 pessoas
Tempo Estimado: 30 minutos
Material: Lápis e papel para os integrantes.
Descrição: O coordenador propõe temas a serem debatidos pelo grupo. Cada integrante é motivado para que defina qual a importância dos diferentes temas para si mesmo. Dentre os temas propostos pode-se ter temas como: drogas, sexo, namoro, política, amizade, espiritualidade, liturgia, família, educação, saúde, segurança, esportes, etc. Os temas devem ser identificados por um número ou uma letra (de preferência a primeira letra do tema). Em seguida, cada integrante deve desenhar um círculo e dividi-lo de acordo com a proporção de importância que tem para com cada tema. As divisões devem ser identificadas pelos números ou letras definidos anteriormente para os temas. Temas se nenhuma importância para o integrante podem ser simplesmente desconsiderados pelo mesmo. Então, cada integrante apresenta seu desenho ao grupo comentando suas opções. Em contrapartida, o grupo pode opinar sobre estas opções e se as mesmas correspondem ao que o grupo esperava do integrante.
64. Presente da alegria
Participantes: 3 a 10 pessoas
Tempo: 5 minutos por participante;
Material: lápis e papel;
Descrição: O coordenador forma subgrupos e fornece papel para cada participante;
A seguir, o coordenador fará uma exposição, como segue: "muitas vezes apreciamos mais um presente pequeno do que um grande. Muitas vezes ficamos preocupados por não sermos capazes de realizar coisas grandes e negligenciamos de fazer coisas menores, embora de grande significado. Na experiência que segue, seremos capazes de dar um pequeno presente de alegria para cada membro do grupo";
Prosseguindo, o coordenador convida os membros dos subgrupos para que escrevam uma mensagem para cada membro do subgrupo. A mensagem visa provocar em cada pessoa sentimentos positivos em relação a si mesmo;
O coordenador apresenta sugestões, procurando induzir a todos a mensagem para cada membro do subgrupo, mesmo para aquelas pessoas pelas quais não sintam grande simpatia.
Na mensagem dirá:
1. Procure ser específico, dizendo, por exemplo: "gosto do seu modo de rir toda vez que você se dirige a uma pessoa", em vez de: "eu gosto de sua atitude", que é mais geral;
2. Procure escrever uma mensagem especial que se enquadre bem na pessoa, em vez de um comentário que se aplique a várias pessoas;
3. Inclua todos, embora não conheça suficientemente bem. Procure algo de positivo em todos;
4. Procure dizer a cada um o que observou dentro do grupo, seus pontos altos, seus sucessos, e faça a colocação sempre na primeira pessoa, assim: "eu gosto" ou "eu sinto";
5. Diga ao outro o que encontra nele que faz você ser mais feliz;
Os participantes poderão, caso queiram, assinar a mensagem;
Escritas às mensagens, serão elas dobradas e colocadas numa caixa para ser recolhidas, a seguir, com os nomes dos endereçados no lado de fora.
65. Presente de amigo
Participantes: 10 a 30 pessoas
Tempo Estimado: 30 minutos
Material: Lápis e papel para os integrantes
Descrição: O coordenador divide o grupo em subgrupos de quatro a seis integrantes e, em seguida, expõe o seguinte: "Muitas vezes apreciamos mais um presente pequeno do que um grande. Muitas vezes ficamos preocupados por não sermos capazes de realizar coisas grandes e negligenciamos de fazer coisas menores, embora de grande significado. Na experiência que segue, seremos capazes de dar um pequeno presente de alegria para alguns integrantes do grupo".Prosseguindo, o coordenador convida os integrantes para que escrevam mensagens para todos os integrantes de seu subgrupo. As mensagens devem ser da seguinte forma:
a) Provocar sentimentos positivos no destinatário com relação a si mesmo;
b) Ser mais específicas, descrevendo detalhes próprios da pessoa ao invés de características muito genéricas;
c) Indicar os pontos positivos da pessoa dentro do contexto do grupo;
d) Ser na primeira pessoa;
e) Ser sinceras;
f) Podem ser ou não assinadas, de acordo com a vontade do remetente.
As mensagens são dobradas e o nome do destinatário é colocado do lado de fora. Então elas são recolhidas e entregues aos destinatários. Depois que todos tiverem lido as mensagens, segue-se à conclusão da dinâmica com um debate sobre as reações dos integrantes.
66. Riqueza dos nomes
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: Tiras de papel ou cartolina, pincel atômico ou caneta hidrográfica, cartaz para escrever as palavras montadas ou quadro-negro.
Descrição: Os participantes de um grupo novo são convidados pelo coordenador a andar pela sala se olhando, enquanto uma música toca.
Quando o som para, escolher um par e ficar ao lado dele (a). Cumprimentar-se de alguma forma, com algum gesto (aperto de mão, abraço, beijo no rosto e etc).
Colocar novamente os pares a andar pela sala (desta vez são os dois andando juntos). Assim que pára a música, devem se associar a outro par (fica o grupo com quatro pessoas).
Cada participante do grupo composto de quatro pessoas recebe uma cartolina e coloca nela seu nome (tira de papel também serve).
Após mostrar o nome para os outros três companheiros, os participantes deste pequeno grupo juntarão uma palavra com estas sílabas (servem apenas as letras).
Exemplo: Anderson + JÚlio + DAiane = Ajuda
Airton + RoMIlton + ZAira + SanDEr = Amizade
Colocar a palavra formada num quadro-negro ou cartolina e o grupo falará sobre ela e sua importância na vida.
terça-feira, 17 de maio de 2011
A ESPERA DO NOVO ARCEBISPO
Brasília está rezando por você
Passados os quase 90 dias, tempo determinado pelo Vaticano para a escolha e nomeação de um novo arcebispo, está a cada dia maior a expectativa dos fiéis pela chegado de um novo arcebispo.
Como em toda quarta-feira são nomeados bispos para o Brasil, pelo Vaticano, toda quarta-feira é dia de muita agonia para algumas pessoas. Gleidson Paula Marques, secretário do Economato Arquidiocesano, diz que sempre acompanha atentamente os sites da CNBB, da Canção Nova e do Vaticano, na esperança de que, finalmente, fosse divulgado um nome. “A expectativa é grande. Dom João foi um grande pai, e esperamos que venha um novo pai para nós”.
A aflição também já toma conta de Dona Vera Lúcia, paróquia Santíssima Trindade, que demonstra bastante ansiedade. “Estou muito curiosa para conhecer o escolhido. Estou rezando para que seja indicado um bispo que lute pela gente, como Dom João lutava. Que ele seja atuante pelos pobres, carentes, oprimidos, abandonados e excluídos”.
Já Sandra Cristina de Jesus desabafa: “o meu coração está em uma expectativa enorme, como de todos os funcionários da Mitra. Estamos também, como uma alegria muito grande por saber que Deus está enviando uma pessoa como ele deseja para estar à frente da Arquidiocese. Estamos rezando muito, pedindo pela intercessão de nossa Senhora, para que a pessoa que venha seja aquela escolhida por Deus”. E pede: “que ele venha com o coração aberto, porque nós estamos com o coração aberto para recebê-lo e para amá-lo”.
A demora pela nomeação incomoda seu João Cabral, Paróquia São Miguel Arcanjo, que esclarece: “Pensei que na última quarta-feira, fosse finalmente designado um nome. Como a CNBB realiza sua Assembléia Geral, seria uma ocasião propícia para este anúncio”.
Apesar da existência de algumas preocupações por Brasília ser uma cidade Política, Sebastião Martins, Funcionário da Cúria Metropolitana, afirma que a perspectiva quanto à chegada é muito boa. “O que a gente sabe é que o que vier, virá com vontade de trabalhar principalmente porque nossa Arquidiocese é grande, tem muitos padres. Mas, não é ruim de trabalhar, principalmente porque Dom João deixou, principalmente, essa parte administrativa, aqui da Mitra, tudo em perfeito andamento.
E tenta explicar a demora pela nomeação do novo bispo. “Acho que até agora a nomeação não saiu por conta da tranqüilidade que Núncio e o Papa estão tendo ao ver que a Igreja, aqui, está caminhando bem, mesmo sem arcebispo”. E ainda discorre um pouco sobre o trabalho desenvolvido pelo atual Administrador Apostólico. “Dom Waldemar tem feito um ótimo trabalho, mas está engessado por não poder tomar algumas decisões por ser apenas o Administrador Apostólico. Além de tudo, é um homem de muita oração e querido por todos”. E fecha: “Mas, independente da escolha, estamos aqui para recebê-lo”.
Os trabalhos de Dom Waldemar
Dom Waldemar, em entrevista a Rádio Nova Aliança, relatou um pouco sobre o seu trabalho como administrador apostólico. A minha missão é de colaborar com uma igreja que espera o seu pastor próprio. Colaborar com a manutenção do dinamismo pastoral, que aqui foi estabelecido desde o primeiro arcebispo. Colaborar com leigos, clero, pastorais, e serviços. E de preparar a igreja de Brasília, sobretudo espiritualmente para a chegada do novo pastor.
A expectativa também é grande nas paróquias, que estão rezando, durante as celebrações, a Oração pelo Novo Arcebispo ( Leia abaixo)
Missa para recepção
Para receber o novo membro, a Arquidiocese prepara uma grande recepção. E para isso, conta com os trabalhos, já iniciados, de uma grande equipe, Comissão de Acolhida, como no Congresso Eucarístico, formada para realizar os preparativos do evento.
Para o Pe. André Lima, coordenador da Comissão de Comunicação e Relatório, esta preparação é importante para “melhor apresentação dos trabalhos e da igreja de Brasília de maneira unificada. Além da manutenção dos trabalhos da arquidiocese”.
Oração pelo novo Arcebispo de Brasília
" Pai Santo, a vós elevamos nossa prece em favor do novo arcebispo de Brasília. Por vossa graça, ele há de ser para nós um pastor segundo o coração do vosso Filho Jesus Cristo. Queremos, com ele, na docilidade ao Espírito Santo e na alegria da vida em comunidade, viver como discípulo missionário de Jesus, testemunhando no mundo a Boa Nova do Evangelho. Na escola de Maria, a Virgem Mãe Aparecida, esperamos o quarto arcebispo de Brasília com o mesmo espírito de fé e amor que ela demonstrou ao receber vosso Filho: o Enviado para o bem da humanidade. Isso vos pedimos pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso, Amém".
Passados os quase 90 dias, tempo determinado pelo Vaticano para a escolha e nomeação de um novo arcebispo, está a cada dia maior a expectativa dos fiéis pela chegado de um novo arcebispo.
Como em toda quarta-feira são nomeados bispos para o Brasil, pelo Vaticano, toda quarta-feira é dia de muita agonia para algumas pessoas. Gleidson Paula Marques, secretário do Economato Arquidiocesano, diz que sempre acompanha atentamente os sites da CNBB, da Canção Nova e do Vaticano, na esperança de que, finalmente, fosse divulgado um nome. “A expectativa é grande. Dom João foi um grande pai, e esperamos que venha um novo pai para nós”.
A aflição também já toma conta de Dona Vera Lúcia, paróquia Santíssima Trindade, que demonstra bastante ansiedade. “Estou muito curiosa para conhecer o escolhido. Estou rezando para que seja indicado um bispo que lute pela gente, como Dom João lutava. Que ele seja atuante pelos pobres, carentes, oprimidos, abandonados e excluídos”.
Já Sandra Cristina de Jesus desabafa: “o meu coração está em uma expectativa enorme, como de todos os funcionários da Mitra. Estamos também, como uma alegria muito grande por saber que Deus está enviando uma pessoa como ele deseja para estar à frente da Arquidiocese. Estamos rezando muito, pedindo pela intercessão de nossa Senhora, para que a pessoa que venha seja aquela escolhida por Deus”. E pede: “que ele venha com o coração aberto, porque nós estamos com o coração aberto para recebê-lo e para amá-lo”.
A demora pela nomeação incomoda seu João Cabral, Paróquia São Miguel Arcanjo, que esclarece: “Pensei que na última quarta-feira, fosse finalmente designado um nome. Como a CNBB realiza sua Assembléia Geral, seria uma ocasião propícia para este anúncio”.
Apesar da existência de algumas preocupações por Brasília ser uma cidade Política, Sebastião Martins, Funcionário da Cúria Metropolitana, afirma que a perspectiva quanto à chegada é muito boa. “O que a gente sabe é que o que vier, virá com vontade de trabalhar principalmente porque nossa Arquidiocese é grande, tem muitos padres. Mas, não é ruim de trabalhar, principalmente porque Dom João deixou, principalmente, essa parte administrativa, aqui da Mitra, tudo em perfeito andamento.
E tenta explicar a demora pela nomeação do novo bispo. “Acho que até agora a nomeação não saiu por conta da tranqüilidade que Núncio e o Papa estão tendo ao ver que a Igreja, aqui, está caminhando bem, mesmo sem arcebispo”. E ainda discorre um pouco sobre o trabalho desenvolvido pelo atual Administrador Apostólico. “Dom Waldemar tem feito um ótimo trabalho, mas está engessado por não poder tomar algumas decisões por ser apenas o Administrador Apostólico. Além de tudo, é um homem de muita oração e querido por todos”. E fecha: “Mas, independente da escolha, estamos aqui para recebê-lo”.
Os trabalhos de Dom Waldemar
Dom Waldemar, em entrevista a Rádio Nova Aliança, relatou um pouco sobre o seu trabalho como administrador apostólico. A minha missão é de colaborar com uma igreja que espera o seu pastor próprio. Colaborar com a manutenção do dinamismo pastoral, que aqui foi estabelecido desde o primeiro arcebispo. Colaborar com leigos, clero, pastorais, e serviços. E de preparar a igreja de Brasília, sobretudo espiritualmente para a chegada do novo pastor.
A expectativa também é grande nas paróquias, que estão rezando, durante as celebrações, a Oração pelo Novo Arcebispo ( Leia abaixo)
Missa para recepção
Para receber o novo membro, a Arquidiocese prepara uma grande recepção. E para isso, conta com os trabalhos, já iniciados, de uma grande equipe, Comissão de Acolhida, como no Congresso Eucarístico, formada para realizar os preparativos do evento.
Para o Pe. André Lima, coordenador da Comissão de Comunicação e Relatório, esta preparação é importante para “melhor apresentação dos trabalhos e da igreja de Brasília de maneira unificada. Além da manutenção dos trabalhos da arquidiocese”.
Oração pelo novo Arcebispo de Brasília
" Pai Santo, a vós elevamos nossa prece em favor do novo arcebispo de Brasília. Por vossa graça, ele há de ser para nós um pastor segundo o coração do vosso Filho Jesus Cristo. Queremos, com ele, na docilidade ao Espírito Santo e na alegria da vida em comunidade, viver como discípulo missionário de Jesus, testemunhando no mundo a Boa Nova do Evangelho. Na escola de Maria, a Virgem Mãe Aparecida, esperamos o quarto arcebispo de Brasília com o mesmo espírito de fé e amor que ela demonstrou ao receber vosso Filho: o Enviado para o bem da humanidade. Isso vos pedimos pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso, Amém".
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Dinâmicas para catequese
59. Palavra que transforma
Material: uma bolinha de isopor, um giz, um vidrinho de remédio vazio, uma esponja e uma vasilha com água.
Desenvolvimento: Primeiro se explica que a água é a palavra de Deus e que o objeto somos nós, depois se coloca a água na vasilha, e alguém mergulha o isopor, após ver o que ocorre com o isopor, mergulhar o giz, depois a vidro de remédio e por último a esponja.
Então refletimos:
Como a Palavra de Deus age na minha vida?
Eu estou agindo como o isopor que não absorve nada e também não afunda ou aprofunda?
Ou estou agindo como o giz que guarda a água para si sem partilhar com ninguém?
Ou ainda agimos como o vidrinho que tinha água só para passar para os outros, mas sem guardar nada para si mesmo?
Ou agimos como a esponja absorvendo bem a água e mesmo espremendo continuamos com água?
Iluminação Bíblica: Is 40,8; Mt 7,24; 2Tm 3,16.
60. Pare
Participantes: 30 pessoas
Tempo: 45 minutos
Material: caneta e papel em branco
Descrição: a técnica do "PARE" usa-se quando se nota pouco integração grupal, quando há bloqueios, para maior presença consciente, para descobrir a evolução do grupo.
O exercício processa-se assim:
A um dado momento, durante a sessão, interrompe-se tudo, distribui-se uma papeleta em branco para cada membro participante e, a pedido do coordenador, todos deverão escrever em poucas palavras o que gostariam de ouvir, de falar ao grupo, de fazer, no momento;
O preenchimento de papeleta será feito anonimamente;
Uma vez preenchidas, recolhem-se às papeletas dobradas, e após embaralhá-las, processa-se a redistribuição;
A seguir, a pedido do coordenador, todos, um a um irão ler em público o conteúdo das papeletas;
Finalizando o exercício, seguem-se os depoimentos a respeito.
61. Partilha
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 15 minutos.
Material: lápis ou caneta e uma folha de papel em branco para cada participante.
Descrição: Formar um circulo e entregar uma folha em branco para cada participante, juntamente caneta ou lápis.
Pedir para todos iniciarem uma Historia qualquer que simboliza o seu cotidiano dentro da comunidade, da igreja.
Cada membro terá 35 segundos para essa parte e depois deste tempo passa para o membro da esquerda do grupo.
Pedir para um membro do grupo levar uma historia concluída e partilhar alguns fatos e falar se a historia terminou do jeito que ele estava imaginando.
62. Pessoas balões
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 15 minutos.
Material: Um balão cheio e um alfinete.
Descrição: O coordenador deve explicar aos participantes por que certas pessoas em determinados momentos de sua vida, se parecem com os balões:
Alguns estão aparentemente cheios de vida, mas por dentro nada mais têm do que ar;
Outros parecem ter opinião própria, mas se deixam lavar pela mais suave brisa;
Por fim, alguns vivem como se fossem balões cheios, prestes a explodir; vasta que alguém os provoque com alguma ofensa para que (neste momento estoura-se um balão com um alfinete) "estourem".
Pedir que todos dêem sua opinião e falem sobre suas dificuldades em superar
Material: uma bolinha de isopor, um giz, um vidrinho de remédio vazio, uma esponja e uma vasilha com água.
Desenvolvimento: Primeiro se explica que a água é a palavra de Deus e que o objeto somos nós, depois se coloca a água na vasilha, e alguém mergulha o isopor, após ver o que ocorre com o isopor, mergulhar o giz, depois a vidro de remédio e por último a esponja.
Então refletimos:
Como a Palavra de Deus age na minha vida?
Eu estou agindo como o isopor que não absorve nada e também não afunda ou aprofunda?
Ou estou agindo como o giz que guarda a água para si sem partilhar com ninguém?
Ou ainda agimos como o vidrinho que tinha água só para passar para os outros, mas sem guardar nada para si mesmo?
Ou agimos como a esponja absorvendo bem a água e mesmo espremendo continuamos com água?
Iluminação Bíblica: Is 40,8; Mt 7,24; 2Tm 3,16.
60. Pare
Participantes: 30 pessoas
Tempo: 45 minutos
Material: caneta e papel em branco
Descrição: a técnica do "PARE" usa-se quando se nota pouco integração grupal, quando há bloqueios, para maior presença consciente, para descobrir a evolução do grupo.
O exercício processa-se assim:
A um dado momento, durante a sessão, interrompe-se tudo, distribui-se uma papeleta em branco para cada membro participante e, a pedido do coordenador, todos deverão escrever em poucas palavras o que gostariam de ouvir, de falar ao grupo, de fazer, no momento;
O preenchimento de papeleta será feito anonimamente;
Uma vez preenchidas, recolhem-se às papeletas dobradas, e após embaralhá-las, processa-se a redistribuição;
A seguir, a pedido do coordenador, todos, um a um irão ler em público o conteúdo das papeletas;
Finalizando o exercício, seguem-se os depoimentos a respeito.
61. Partilha
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 15 minutos.
Material: lápis ou caneta e uma folha de papel em branco para cada participante.
Descrição: Formar um circulo e entregar uma folha em branco para cada participante, juntamente caneta ou lápis.
Pedir para todos iniciarem uma Historia qualquer que simboliza o seu cotidiano dentro da comunidade, da igreja.
Cada membro terá 35 segundos para essa parte e depois deste tempo passa para o membro da esquerda do grupo.
Pedir para um membro do grupo levar uma historia concluída e partilhar alguns fatos e falar se a historia terminou do jeito que ele estava imaginando.
62. Pessoas balões
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 15 minutos.
Material: Um balão cheio e um alfinete.
Descrição: O coordenador deve explicar aos participantes por que certas pessoas em determinados momentos de sua vida, se parecem com os balões:
Alguns estão aparentemente cheios de vida, mas por dentro nada mais têm do que ar;
Outros parecem ter opinião própria, mas se deixam lavar pela mais suave brisa;
Por fim, alguns vivem como se fossem balões cheios, prestes a explodir; vasta que alguém os provoque com alguma ofensa para que (neste momento estoura-se um balão com um alfinete) "estourem".
Pedir que todos dêem sua opinião e falem sobre suas dificuldades em superar
quarta-feira, 11 de maio de 2011
NOVO PRESIDENTE DA CNBB
A CNBB elegeu, entre ontem e hoje, sua nova Presidência para dirigir a entidade no próximo quadriênio (2011-2015). Esta será a 15ª Presidência da CNBB que, no próximo ano, comemorará 60 anos.
O novo presidente, cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi eleito no segundo escrutínio com 196 votos. Atual arcebispo de Aparecida, que acolhe pela terceira vez a Assembleia da CNBB, dom Damasceno acumula a experiência de dois mandatos como secretário geral. Até julho, ele é também o presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).
O vice-presidente, dom José Belisário da Silva, também se elegeu no segundo escrutínio com 215 votos. Dom Belisário é arcebispo de São Luís, no Maranhão, e presidiu, nesta Assembleia dos Bispos, a Comissão das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas pouco antes de iniciar o processo das eleições.
O secretário geral, dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo da prelazia de São Felix (MT) foi o único, até agora, a ser eleito no primeiro escrutínio. Ele teve 202 votos. Integrou, no ano passado, a Comissão das Diretrizes para a formação presbiteral e, neste ano, foi membro das Comissões das Diretrizes para a Evangelização.
A missa da sexta-feira, 13, última da Assembleia, será presidida pelo novo presidente da CNBB, ladeado pelo vice-presidente e pelo secretário, além dos novos presidentes das 12 Comissões Pastorais da CNBB, também eleitos na Assembleia.
A posse da nova Presidência ocorre na sexta-feira, 13, pela manhã, na sessão de encerramento da 49ª Assembleia da CNBB, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, no pátio do Santuário Nacional de Aparecida. Após a posse, a Presidência dará sua primeira coletiva de imprensa.
O novo presidente, cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi eleito no segundo escrutínio com 196 votos. Atual arcebispo de Aparecida, que acolhe pela terceira vez a Assembleia da CNBB, dom Damasceno acumula a experiência de dois mandatos como secretário geral. Até julho, ele é também o presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam).
O vice-presidente, dom José Belisário da Silva, também se elegeu no segundo escrutínio com 215 votos. Dom Belisário é arcebispo de São Luís, no Maranhão, e presidiu, nesta Assembleia dos Bispos, a Comissão das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas pouco antes de iniciar o processo das eleições.
O secretário geral, dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo da prelazia de São Felix (MT) foi o único, até agora, a ser eleito no primeiro escrutínio. Ele teve 202 votos. Integrou, no ano passado, a Comissão das Diretrizes para a formação presbiteral e, neste ano, foi membro das Comissões das Diretrizes para a Evangelização.
A missa da sexta-feira, 13, última da Assembleia, será presidida pelo novo presidente da CNBB, ladeado pelo vice-presidente e pelo secretário, além dos novos presidentes das 12 Comissões Pastorais da CNBB, também eleitos na Assembleia.
A posse da nova Presidência ocorre na sexta-feira, 13, pela manhã, na sessão de encerramento da 49ª Assembleia da CNBB, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, no pátio do Santuário Nacional de Aparecida. Após a posse, a Presidência dará sua primeira coletiva de imprensa.
terça-feira, 10 de maio de 2011
ARQUIDIOCESE DE BRASILIA
Bispos aprovam Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil
Mais um dia de atividades da 49ª Assembleia dos Bispos. Nesta segunda-feira, 9, os bispos já aprovaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no país, conforme informou o Arcebispo do Rio de Janeiro e porta-voz da Assembleia, Dom Orani João Tempesta.
Dom Orani também anunciou, durante a coletiva de imprensa, que terá início na tarde de hoje as votações para os cargos da presidência e das Comissões Episcopais da Conferência dos Bispos.
De acordo com o porta-voz, os bispos, nesta segunda, discutiram as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, a aprovação do texto da beatificação de irmã Dulce, além de temas relacionados às regionais da CNBB.
Em sua colocação, o presidente da Cáritas Brasileira e Bispo de Jales (SP), Dom Luiz Demétrio Valentini, falou sobre a votação do Código Florestal no Legislativo e alertou que o objetivo do código deve ser o de uma real preservação do meio ambiente e do direito do pequeno agricultor.
"O desenvolvimento sustentável não deve ser defendido só por alguns, mas por todos", defendeu.
Já o Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Antônio Fernando Saburido, apresentou a sugestão para que os eventos comemorativos dos 50 anos do Concílio Vaticano II tenham início no dia 11 de outubro de 2012, mesma data de abertura do concílio em 1962. Além disso, o Arcebispo de Olinda e Recife sugeriu que o evento conciliar seja um dos temas centrais da Assembleia de 2013.
Outro participante da coletiva de hoje foi o Arcebispo Emérito de São Paulo (SP) e ex-prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Dom Cláudio Hummes, que apresentou o trabalho da Igreja na chamada "Nova Evangelização". Segundo Dom Cláudio, o novo Pontifício Conselho tem a missão de evangelizar os batizados e de levar, a cada um, a pessoa de Jesus Cristo.
E ao falar sobre a urgência desta evangelização, o arcebispo emérito ressaltou o contexto atual de secularismo e relativismo e como tem se expressado a fé dos batizados: "Não conseguimos evangelizar o suficiente os nosso batizados. Muitas vezes, eles têm uma fé ingênua que não tem estrutura para o relativismo atual".
Mais um dia de atividades da 49ª Assembleia dos Bispos. Nesta segunda-feira, 9, os bispos já aprovaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no país, conforme informou o Arcebispo do Rio de Janeiro e porta-voz da Assembleia, Dom Orani João Tempesta.
Dom Orani também anunciou, durante a coletiva de imprensa, que terá início na tarde de hoje as votações para os cargos da presidência e das Comissões Episcopais da Conferência dos Bispos.
De acordo com o porta-voz, os bispos, nesta segunda, discutiram as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, a aprovação do texto da beatificação de irmã Dulce, além de temas relacionados às regionais da CNBB.
Em sua colocação, o presidente da Cáritas Brasileira e Bispo de Jales (SP), Dom Luiz Demétrio Valentini, falou sobre a votação do Código Florestal no Legislativo e alertou que o objetivo do código deve ser o de uma real preservação do meio ambiente e do direito do pequeno agricultor.
"O desenvolvimento sustentável não deve ser defendido só por alguns, mas por todos", defendeu.
Já o Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Antônio Fernando Saburido, apresentou a sugestão para que os eventos comemorativos dos 50 anos do Concílio Vaticano II tenham início no dia 11 de outubro de 2012, mesma data de abertura do concílio em 1962. Além disso, o Arcebispo de Olinda e Recife sugeriu que o evento conciliar seja um dos temas centrais da Assembleia de 2013.
Outro participante da coletiva de hoje foi o Arcebispo Emérito de São Paulo (SP) e ex-prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Dom Cláudio Hummes, que apresentou o trabalho da Igreja na chamada "Nova Evangelização". Segundo Dom Cláudio, o novo Pontifício Conselho tem a missão de evangelizar os batizados e de levar, a cada um, a pessoa de Jesus Cristo.
E ao falar sobre a urgência desta evangelização, o arcebispo emérito ressaltou o contexto atual de secularismo e relativismo e como tem se expressado a fé dos batizados: "Não conseguimos evangelizar o suficiente os nosso batizados. Muitas vezes, eles têm uma fé ingênua que não tem estrutura para o relativismo atual".
sábado, 7 de maio de 2011
Texto enviado pelo Pe. Valmir
No Caminho de Emaús
Abrir os olhos
Ele está no meu de nós!
Lucas 25, 13-35
Texto extraído do livro “O avesso é lado certo – Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas” – dos autores Carlos Mesters e Mercedes Lopes.
1. De que estavam falando pelo caminho?
Duas pessoas andando pela estrada. Desanimadas. Tristes! Estavam indo na direção contrária. Fugindo. Buscando. Imagem de ontem e de hoje. Imagem de todos nós. No ano de 85, muitos discípulos e discípulas andavam pelo caminho, tristes, desanimados, sem saber se estavam no caminho certo. No ano de 1998, parece que a cruz ficou maior e mais pesada. O desemprego, a violência, a droga, a falta de atenção séria à saúde e à educação, a falta de dinheiro, as dívidas... o desespero. Sentimo-nos impotentes frente à corrupção que desvia fundos dos cofres públicos, ou frente à má administração que deixa o povo no desamparo. O sistema neoliberal vai gerando cada dia mais exclusões de indivíduos, grupos e países. Parece que vivemos em um caos, em uma situação sem saída. Temos a impressão de estarmos caminhando ladeira abaixo, para o pior.
2. Tinham os olhos vendados
A experiência da morte de Jesus tinha sido tão dolorosa que eles perderam o sentido de viver em comunidade, abandonaram o grupo de discípulos e discípulas. Sentiram-se impotentes diante do poder que matou Jesus e procuraram salvar pelo menos a própria pele. Sua frustração era tão grande, que nem reconheceram Jesus, quando este se aproximou e passou a caminhar com eles (24,15). Tinham um esquema rígido de interpretação sobre o Messias, e não puderam ver a salvação de Deus entrando em suas vidas. Algumas discípulas tentaram ajudar os companheiros a perceber que Jesus estava vivo (24,22-23). Mas eles se recusaram a acreditar (24,24). Esta notícia era por demais surpreendente. Era o mesmo que dizer que Jesus era o vencedor do caos e da morte. Só podia ser fantasia, sonho, delírio de mulheres (24,11). Impossível acreditar! Quando a dor e a indignação pegam forte, há pessoas que ficam depressivas, desesperadas. Outras se tornam coléricas e amargas. Algumas invocam o fim do mundo com catástrofes que vão tirar os maus da face da terra. Outras buscam evadir-se numa oração sem compromisso social e político. Mas nenhuma dessas posturas ajuda a abrir os olhos e analisar a situação com fé lúcida e responsável, capaz de inventar saídas para esta situação aparentemente sem saída.
3. A Bíblia esquentou o coração, mas não abriu os olhos
Caminhando com eles, sem eles se darem conta, Jesus fazia perguntas. Escutava as respostas com interesse. Dessa maneira, obrigava-os a irem fundo no motivo da sua tristeza e fuga. Procurava fazê-los expressar a frustração que sentiam. Depois, ia iluminando a situação com palavras da Escritura. Procurava situas os discípulos na história do povo, para que pudessem entender o momento que estavam vivendo. Foi uma experiência apaixonante. Mais tarde, eles iriam fazer uma reflexão e perceber que o coração deles ardia, quando Jesus lhes explicava as Escrituras pelo caminho (24,32). Mas a explicação que Jesus dava a partir das Escrituras não conseguiu abrir os olhos dos discípulos.
4. Eles o reconheceram na partilha do pão
Caminhando com Jesus, os discípulos sentiram o coração arder. Cresceu dentro deles uma atitude de acolhida: “Fica conosco! Cai a tarde e o dia já declina!” (24,29). Foi só então que a partilha aconteceu. Partilha de vida, de oração e de pão. Partilha que abriu os olhos e provocou a mais importante descoberta da fé: ele está vivo, no meio de nós! (24,30-31). Esta descoberta lhes deu forças para voltar a Jerusalém, mesmo de noite. Tinham pressa de partilhar com os outros a descoberta que os fez renascer e ter coragem para enfrentar o poder da morte. Sim, Jesus era de fato o vencedor do caos e da morte! Não era fantasia das mulheres. Era uma realidade escondida, misteriosa, que só pode ser descoberta por quem aprende a partilhar, a se entregar, a sair do círculo vicioso dos interesses egoístas, para lutar junto com os outros pela vida de todos. Quando seus olhos se abriram, livres das trevas e travas por poder dominante, puderam descobrir a morte de Jesus como expressão máxima de um amor sem limites. Amor que tem sua origem no Pai cheio de ternura, gerador incansável da vida. Amor que tomou carne em Jesus de Nazaré para visitar e redimir a humanidade. Amor que se mantém fiel até ao extremo de dar a própria vida, para que todos tenham vida (Jo 10,10). Amor que foi confirmado pelo Pai, quando ressuscitou Jesus da morte.
5. Renascer para uma nova esperança
Esta experiência fez os discípulos renascerem para uma nova esperança. Ao redor de Jesus vivo, eles se uniram de novo e assumiram o projeto de vida para todos. A esperança é como um motor que leva a acreditar nos outros e a inventar práticas de fé. Com a esperança renovada, aquilo que parecia uma total impossibilidade passou a ter um novo significado para eles. Perderam o medo, superaram a experiência de incapacidade e de impotência. Deixaram de lado o negativismo derrotista e voltaram, em plena noite, como se fosse de dia. Voltaram para recomeçar, para reconstruir a comunidade, expressão, sinal e sacramento da presença de Jesus Ressuscitado.
6. Refazer hoje a experiência do caminho de Emaús
Desafiados pela atual conjuntura, somos chamados a viver hoje a experiência de Emaús e descobrir, na partilha solidária, a presença de Deus no meio de nós. Como comunidade de fé, somos chamados a reconstruir, no diálogo, na abertura e na acolhida, o projeto de Jesus, pelo qual ele entregou sua própria vida. A solidariedade leva à descoberta da força libertadora de Deus na história. Com olhar lúcido e criativo procuraremos expressar esta fé numa solidariedade bem concreta e articulada, seja a nível de grupo, de bairro ou de cidade. Dizer articulada quer dizer que esta ação solidária deve ser comunitária. Só assim será de fato sinal do Reino e poderá intervir em favor da vida, da vida indefesa dos pobres, os preferidos de Jesus.
Abrir os olhos
Ele está no meu de nós!
Lucas 25, 13-35
Texto extraído do livro “O avesso é lado certo – Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas” – dos autores Carlos Mesters e Mercedes Lopes.
1. De que estavam falando pelo caminho?
Duas pessoas andando pela estrada. Desanimadas. Tristes! Estavam indo na direção contrária. Fugindo. Buscando. Imagem de ontem e de hoje. Imagem de todos nós. No ano de 85, muitos discípulos e discípulas andavam pelo caminho, tristes, desanimados, sem saber se estavam no caminho certo. No ano de 1998, parece que a cruz ficou maior e mais pesada. O desemprego, a violência, a droga, a falta de atenção séria à saúde e à educação, a falta de dinheiro, as dívidas... o desespero. Sentimo-nos impotentes frente à corrupção que desvia fundos dos cofres públicos, ou frente à má administração que deixa o povo no desamparo. O sistema neoliberal vai gerando cada dia mais exclusões de indivíduos, grupos e países. Parece que vivemos em um caos, em uma situação sem saída. Temos a impressão de estarmos caminhando ladeira abaixo, para o pior.
2. Tinham os olhos vendados
A experiência da morte de Jesus tinha sido tão dolorosa que eles perderam o sentido de viver em comunidade, abandonaram o grupo de discípulos e discípulas. Sentiram-se impotentes diante do poder que matou Jesus e procuraram salvar pelo menos a própria pele. Sua frustração era tão grande, que nem reconheceram Jesus, quando este se aproximou e passou a caminhar com eles (24,15). Tinham um esquema rígido de interpretação sobre o Messias, e não puderam ver a salvação de Deus entrando em suas vidas. Algumas discípulas tentaram ajudar os companheiros a perceber que Jesus estava vivo (24,22-23). Mas eles se recusaram a acreditar (24,24). Esta notícia era por demais surpreendente. Era o mesmo que dizer que Jesus era o vencedor do caos e da morte. Só podia ser fantasia, sonho, delírio de mulheres (24,11). Impossível acreditar! Quando a dor e a indignação pegam forte, há pessoas que ficam depressivas, desesperadas. Outras se tornam coléricas e amargas. Algumas invocam o fim do mundo com catástrofes que vão tirar os maus da face da terra. Outras buscam evadir-se numa oração sem compromisso social e político. Mas nenhuma dessas posturas ajuda a abrir os olhos e analisar a situação com fé lúcida e responsável, capaz de inventar saídas para esta situação aparentemente sem saída.
3. A Bíblia esquentou o coração, mas não abriu os olhos
Caminhando com eles, sem eles se darem conta, Jesus fazia perguntas. Escutava as respostas com interesse. Dessa maneira, obrigava-os a irem fundo no motivo da sua tristeza e fuga. Procurava fazê-los expressar a frustração que sentiam. Depois, ia iluminando a situação com palavras da Escritura. Procurava situas os discípulos na história do povo, para que pudessem entender o momento que estavam vivendo. Foi uma experiência apaixonante. Mais tarde, eles iriam fazer uma reflexão e perceber que o coração deles ardia, quando Jesus lhes explicava as Escrituras pelo caminho (24,32). Mas a explicação que Jesus dava a partir das Escrituras não conseguiu abrir os olhos dos discípulos.
4. Eles o reconheceram na partilha do pão
Caminhando com Jesus, os discípulos sentiram o coração arder. Cresceu dentro deles uma atitude de acolhida: “Fica conosco! Cai a tarde e o dia já declina!” (24,29). Foi só então que a partilha aconteceu. Partilha de vida, de oração e de pão. Partilha que abriu os olhos e provocou a mais importante descoberta da fé: ele está vivo, no meio de nós! (24,30-31). Esta descoberta lhes deu forças para voltar a Jerusalém, mesmo de noite. Tinham pressa de partilhar com os outros a descoberta que os fez renascer e ter coragem para enfrentar o poder da morte. Sim, Jesus era de fato o vencedor do caos e da morte! Não era fantasia das mulheres. Era uma realidade escondida, misteriosa, que só pode ser descoberta por quem aprende a partilhar, a se entregar, a sair do círculo vicioso dos interesses egoístas, para lutar junto com os outros pela vida de todos. Quando seus olhos se abriram, livres das trevas e travas por poder dominante, puderam descobrir a morte de Jesus como expressão máxima de um amor sem limites. Amor que tem sua origem no Pai cheio de ternura, gerador incansável da vida. Amor que tomou carne em Jesus de Nazaré para visitar e redimir a humanidade. Amor que se mantém fiel até ao extremo de dar a própria vida, para que todos tenham vida (Jo 10,10). Amor que foi confirmado pelo Pai, quando ressuscitou Jesus da morte.
5. Renascer para uma nova esperança
Esta experiência fez os discípulos renascerem para uma nova esperança. Ao redor de Jesus vivo, eles se uniram de novo e assumiram o projeto de vida para todos. A esperança é como um motor que leva a acreditar nos outros e a inventar práticas de fé. Com a esperança renovada, aquilo que parecia uma total impossibilidade passou a ter um novo significado para eles. Perderam o medo, superaram a experiência de incapacidade e de impotência. Deixaram de lado o negativismo derrotista e voltaram, em plena noite, como se fosse de dia. Voltaram para recomeçar, para reconstruir a comunidade, expressão, sinal e sacramento da presença de Jesus Ressuscitado.
6. Refazer hoje a experiência do caminho de Emaús
Desafiados pela atual conjuntura, somos chamados a viver hoje a experiência de Emaús e descobrir, na partilha solidária, a presença de Deus no meio de nós. Como comunidade de fé, somos chamados a reconstruir, no diálogo, na abertura e na acolhida, o projeto de Jesus, pelo qual ele entregou sua própria vida. A solidariedade leva à descoberta da força libertadora de Deus na história. Com olhar lúcido e criativo procuraremos expressar esta fé numa solidariedade bem concreta e articulada, seja a nível de grupo, de bairro ou de cidade. Dizer articulada quer dizer que esta ação solidária deve ser comunitária. Só assim será de fato sinal do Reino e poderá intervir em favor da vida, da vida indefesa dos pobres, os preferidos de Jesus.
Festa de Santa Rita
Hoje após a missa das 19hs teremos início das barraquinhas da festa de Santa Rita no pátio da Igreja
Missas dia das mães nos cemitérios do df
Missa do Dia das Mães nos cemitérios do DF
A Arquidiocese de Brasília convida você e sua família para participar das missas nos cemitérios da cidade, no próximo dia 8 de maio. Veja abaixo os locais e horários das celebrações:
MISSAS: DIA DAS MÃES NOS CEMITÉRIOS
08 DE MAIO DE 2011
BRASÍLIA – Plano Piloto
08:30h e 10:30h
BRAZLÂNDIA
09:00h
GAMA
08:00h e 10:00h
PLANALTINA
10:00h
SOBRADINHO
10:00h
TAGUATINGA
08:00h e 10:00h
A Arquidiocese de Brasília convida você e sua família para participar das missas nos cemitérios da cidade, no próximo dia 8 de maio. Veja abaixo os locais e horários das celebrações:
MISSAS: DIA DAS MÃES NOS CEMITÉRIOS
08 DE MAIO DE 2011
BRASÍLIA – Plano Piloto
08:30h e 10:30h
BRAZLÂNDIA
09:00h
GAMA
08:00h e 10:00h
PLANALTINA
10:00h
SOBRADINHO
10:00h
TAGUATINGA
08:00h e 10:00h
domingo, 1 de maio de 2011
ARQUIDIOCESE DE BRASILIA
Celebração relembra a primeira missa de Brasília
Marcada para a próxima terça-feira, 03, às 10h da manhã, a Arquidiocese de Brasília realiza uma celebração eucarística em memória à primeira missa da nova cidade, que marcou o início da construção da capital brasileira. A cerimônia será na Praça do Cruzeiro, ao lado do memorial Juscelino Kubitschek e celebrada pelo administrador apostólico, Dom Waldemar Passini.
A cerimônia também é uma homenagem aos candangos e em ação de graças e intercessão pela cidade de Brasília, seus 51 anos e por todo o povo brasileiro.
Primeira missa de Brasília
Celebração Eucarística que marcou o início da construção de Brasília ocorreu no dia 3 maio de 1957, no mesmo local em que será celebrada a missa da próxima terça-feira, ponto mais alto do Planalto Central.
Naquela ocasião, a cerimônia foi presidida pelo então arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Carlos Camelo de Vasconcelos Motta. Estiveram presentes no evento o presidente Juscelino Kubitschek, o vice-presidente, João Goulart, representantes diplomáticos, escritores, parlamentares, além de todos os trabalhadores que estavam construindo a cidade.
Serviço:
Missa campal, lembrando a primeira Missa celebrada no início da construção de Brasília
Dia: 03/05/2011
Horário: 10h
Marcada para a próxima terça-feira, 03, às 10h da manhã, a Arquidiocese de Brasília realiza uma celebração eucarística em memória à primeira missa da nova cidade, que marcou o início da construção da capital brasileira. A cerimônia será na Praça do Cruzeiro, ao lado do memorial Juscelino Kubitschek e celebrada pelo administrador apostólico, Dom Waldemar Passini.
A cerimônia também é uma homenagem aos candangos e em ação de graças e intercessão pela cidade de Brasília, seus 51 anos e por todo o povo brasileiro.
Primeira missa de Brasília
Celebração Eucarística que marcou o início da construção de Brasília ocorreu no dia 3 maio de 1957, no mesmo local em que será celebrada a missa da próxima terça-feira, ponto mais alto do Planalto Central.
Naquela ocasião, a cerimônia foi presidida pelo então arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Carlos Camelo de Vasconcelos Motta. Estiveram presentes no evento o presidente Juscelino Kubitschek, o vice-presidente, João Goulart, representantes diplomáticos, escritores, parlamentares, além de todos os trabalhadores que estavam construindo a cidade.
Serviço:
Missa campal, lembrando a primeira Missa celebrada no início da construção de Brasília
Dia: 03/05/2011
Horário: 10h
terça-feira, 26 de abril de 2011
Via Sacra
Na sexta-feira tivemos a continuação da encenação da via sacra nas ruas. Tivemos aproximadamente duas mil pessoas caminhando e rezando pelas ruas das quadras 3 e 4 da vila buritis. Da 10ª à 15ª estação as encenações ocorreram na área onde será construida nossa nova Igreja. Posteriormente colocaremos no album do blog mais fotos
!
!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Via Sacra
Ontem teve inicio a encenação da via sacra nas ruas, da paróquia Santa Rita de Planaltina-DF. Iniciamos com a missa do lava-pés e daremos continuidade hoje as 19hs, com as 15 estações nas quadras 3 e 4 da vila buritis.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Artigo enviado pelo Pe. Valmir
A última ceia: o amor é uma força criadora
O texto abaixo é extraído do livro Travessia: quero misericórdia e não sacrifício, de Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino.
1. Situando o texto
a) Os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus apresentaram o quinto e último Sermão da Nova Lei de Deus. Os capítulos 26 a 28 descrevem a sua promulgação. De fato, desde o Sermão da Montanha, inúmeras vezes, Mateus já vinha afirmando que o objetivo da Nova Lei é o amor e a misericórdia (Mt 5,43-48; 7,12; 9,13; 12,7; 22,34-40). Agora, nesta parte final dos capítulos 26 a 28 que narram a paixão, morte e ressurreição, ele descreve como Jesus praticou o amor, levando a Lei ao seu pleno cumprimento (Mt 5,17).
b) A descrição da paixão de Jesus acentua o fracasso dos discípulos. Apesar da convivência de três anos, nenhum deles ficou para tomar a defesa de Jesus. Judas traiu, Pedro negou, todos fugiram. Mateus conta isto, não para criticar ou condenar, nem para provocar desânimo nos leitores, mas para ressaltar que o acolhimento e o amor de Jesus superam a derrota e o fracasso dos discípulos! Esta maneira de descrever a atitude de Jesus era uma ajuda para as Comunidades. Por causa das frequentes perseguições, muitos tinham desanimado e abandonado a comunidade e se perguntavam: “Será que é possível voltar? Será que Deus nos acolhe e perdoa?” Mateus responde sugerindo que nós podemos romper com Jesus, mas Jesus nunca rompe conosco. O seu amor é maior que a nossa infidelidade.
2. Comentando o texto
a) Mateus 26,20-25: Anúncio da traição de Judas
Jesus sabe que vai ser traído. Mesmo assim, faz questão de se confraternizar com os amigos e as amigas. Estando reunido com eles pela última vez, anuncia quem é o traidor. E “aquele que põe a mão no prato comigo”. Este jeito de contar as coisas acentua o contraste, pois para os judeus a comunhão de mesa, comer juntos do mesmo prato, era a expressão máxima da amizade, da intimidade e da confiança. Mateus sugere assim que, apesar de a traição ser feita por alguém muito amigo, o amor de Jesus é maior que a traição!
b) Mateus 26,26-29: A instituição da Eucaristia
O encontro de Jesus com os discípulos realiza-se no ambiente solene da celebração da Páscoa. Eles estão reunidos para comer o cordeiro pascal e, assim, lembrar a libertação do Egito. O contraste é grande. De um lado, os discípulos: eles estão inseguros, sem entender nada. De outro lado, Jesus que faz um gesto de partilha, convidando os amigos a tomar o seu corpo e o seu sangue. Ele distribui o pão e o vinho como expressão do que ele mesmo está vivendo naquele momento: doar sua vida pelos outros, para que possam viver. Este é o sentido da Eucaristia: aprender de Jesus a se doar e a se entregar, sem medo dos poderes que ameaçam a vida. Mateus acentua ainda mais o contraste entre Jesus e a atitude dos discípulos. Antes do gesto de Jesus, ele colocou a traição de Judas (Mt 25,20-25). Depois do gesto, a negação de Pedro e a fuga dos discípulos (Mt 25,30-35). Deste modo, destaca para todos nós a inacreditável gratuidade do amor de Jesus, que supera a traição, a negação e a fuga dos amigos. O seu amor não depende do que os outros fazem por ele.
c) Mateus 26,30-35: O anúncio da fuga de todos
Terminada a ceia, saindo com os amigos para o Horto, Jesus anuncia que todos vão abandoná-lo. Vão fugir e se dispersar! Mas desde já ele avisa: “Depois da ressurreição, vou na frente de vocês lá na Galiléia! “Simão, que tem o apelido de Cefas ou Pedro (pedra) e que já foi pedra de tropeço para Jesus (Mc 8,33), agora pretende ser ó discípulo mais fiel de todos. “Ainda que todos se escandalizem, eu não o farei!” Mas Jesus avisa: “Pedro, você será mais rápido na negação do que o galo no canto!” De fato, os discípulos vão romper com Jesus, mas Jesus não rompe com eles! Ele continua esperando por eles lá na Galiléia, isto é, no mesmo lugar onde, três anos antes, os tinha chamado pela primeira vez. A certeza da presença de Jesus na vida do discípulo e da discípula é mais forte do que o abandono e a fuga! O retorno é sempre possível. Jesus continua chamando. Chama sempre!
3. Alargando: O corpo e o sangue do meu Senhor são força viva de paz
Jesus toma o pão e diz: “Tomai e comei, isto é o meu corpo!” Toma o cálice bom vinho e diz: ‘ ‘Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados!” Pão! Corpo! Cálice! Sangue! Aliança! Remissão dos pecados! O pão é símbolo da Lei. Nós dizemos até hoje “o pão da palavra”. O corpo indica a própria pessoa de Jesus que se entrega. O cálice é símbolo do sofrimento da paixão (Mt 20,22). O sangue indica a pessoa de Jesus enquanto é entregue numa morte violenta. A aliança é o compromisso entre Deus e o povo, agora confirmado pelo sangue de Jesus. A remissão dos pecados é a entrega por amor que liberta as pessoas do pecado. Em resumo, Jesus é a Nova Lei. O seu amor, a sua doação e entrega revelam o objetivo da Lei de Deus. Comer o pão da Eucaristia significa assimilar em nós a mesma atitude de doação. E Jesus termina dizendo que não vai beber mais do fruto da videira até o dia em que beberá o vinho novo no Reino do Pai. O vinho novo é o amor que se bebe com os irmãos na vida das comunidades.
O texto abaixo é extraído do livro Travessia: quero misericórdia e não sacrifício, de Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino.
1. Situando o texto
a) Os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus apresentaram o quinto e último Sermão da Nova Lei de Deus. Os capítulos 26 a 28 descrevem a sua promulgação. De fato, desde o Sermão da Montanha, inúmeras vezes, Mateus já vinha afirmando que o objetivo da Nova Lei é o amor e a misericórdia (Mt 5,43-48; 7,12; 9,13; 12,7; 22,34-40). Agora, nesta parte final dos capítulos 26 a 28 que narram a paixão, morte e ressurreição, ele descreve como Jesus praticou o amor, levando a Lei ao seu pleno cumprimento (Mt 5,17).
b) A descrição da paixão de Jesus acentua o fracasso dos discípulos. Apesar da convivência de três anos, nenhum deles ficou para tomar a defesa de Jesus. Judas traiu, Pedro negou, todos fugiram. Mateus conta isto, não para criticar ou condenar, nem para provocar desânimo nos leitores, mas para ressaltar que o acolhimento e o amor de Jesus superam a derrota e o fracasso dos discípulos! Esta maneira de descrever a atitude de Jesus era uma ajuda para as Comunidades. Por causa das frequentes perseguições, muitos tinham desanimado e abandonado a comunidade e se perguntavam: “Será que é possível voltar? Será que Deus nos acolhe e perdoa?” Mateus responde sugerindo que nós podemos romper com Jesus, mas Jesus nunca rompe conosco. O seu amor é maior que a nossa infidelidade.
2. Comentando o texto
a) Mateus 26,20-25: Anúncio da traição de Judas
Jesus sabe que vai ser traído. Mesmo assim, faz questão de se confraternizar com os amigos e as amigas. Estando reunido com eles pela última vez, anuncia quem é o traidor. E “aquele que põe a mão no prato comigo”. Este jeito de contar as coisas acentua o contraste, pois para os judeus a comunhão de mesa, comer juntos do mesmo prato, era a expressão máxima da amizade, da intimidade e da confiança. Mateus sugere assim que, apesar de a traição ser feita por alguém muito amigo, o amor de Jesus é maior que a traição!
b) Mateus 26,26-29: A instituição da Eucaristia
O encontro de Jesus com os discípulos realiza-se no ambiente solene da celebração da Páscoa. Eles estão reunidos para comer o cordeiro pascal e, assim, lembrar a libertação do Egito. O contraste é grande. De um lado, os discípulos: eles estão inseguros, sem entender nada. De outro lado, Jesus que faz um gesto de partilha, convidando os amigos a tomar o seu corpo e o seu sangue. Ele distribui o pão e o vinho como expressão do que ele mesmo está vivendo naquele momento: doar sua vida pelos outros, para que possam viver. Este é o sentido da Eucaristia: aprender de Jesus a se doar e a se entregar, sem medo dos poderes que ameaçam a vida. Mateus acentua ainda mais o contraste entre Jesus e a atitude dos discípulos. Antes do gesto de Jesus, ele colocou a traição de Judas (Mt 25,20-25). Depois do gesto, a negação de Pedro e a fuga dos discípulos (Mt 25,30-35). Deste modo, destaca para todos nós a inacreditável gratuidade do amor de Jesus, que supera a traição, a negação e a fuga dos amigos. O seu amor não depende do que os outros fazem por ele.
c) Mateus 26,30-35: O anúncio da fuga de todos
Terminada a ceia, saindo com os amigos para o Horto, Jesus anuncia que todos vão abandoná-lo. Vão fugir e se dispersar! Mas desde já ele avisa: “Depois da ressurreição, vou na frente de vocês lá na Galiléia! “Simão, que tem o apelido de Cefas ou Pedro (pedra) e que já foi pedra de tropeço para Jesus (Mc 8,33), agora pretende ser ó discípulo mais fiel de todos. “Ainda que todos se escandalizem, eu não o farei!” Mas Jesus avisa: “Pedro, você será mais rápido na negação do que o galo no canto!” De fato, os discípulos vão romper com Jesus, mas Jesus não rompe com eles! Ele continua esperando por eles lá na Galiléia, isto é, no mesmo lugar onde, três anos antes, os tinha chamado pela primeira vez. A certeza da presença de Jesus na vida do discípulo e da discípula é mais forte do que o abandono e a fuga! O retorno é sempre possível. Jesus continua chamando. Chama sempre!
3. Alargando: O corpo e o sangue do meu Senhor são força viva de paz
Jesus toma o pão e diz: “Tomai e comei, isto é o meu corpo!” Toma o cálice bom vinho e diz: ‘ ‘Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados!” Pão! Corpo! Cálice! Sangue! Aliança! Remissão dos pecados! O pão é símbolo da Lei. Nós dizemos até hoje “o pão da palavra”. O corpo indica a própria pessoa de Jesus que se entrega. O cálice é símbolo do sofrimento da paixão (Mt 20,22). O sangue indica a pessoa de Jesus enquanto é entregue numa morte violenta. A aliança é o compromisso entre Deus e o povo, agora confirmado pelo sangue de Jesus. A remissão dos pecados é a entrega por amor que liberta as pessoas do pecado. Em resumo, Jesus é a Nova Lei. O seu amor, a sua doação e entrega revelam o objetivo da Lei de Deus. Comer o pão da Eucaristia significa assimilar em nós a mesma atitude de doação. E Jesus termina dizendo que não vai beber mais do fruto da videira até o dia em que beberá o vinho novo no Reino do Pai. O vinho novo é o amor que se bebe com os irmãos na vida das comunidades.
Ecologia/Ética e Moral
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo - SP
Sempre mais nos damos conta de quanto o nosso planeta é precioso e único no universo. Sem excluir que possa haver vida em algum outro lugar na imensidão do cosmo, o certo é que, com todo o seu potencial para esquadrinhar o espaço sideral, os estudiosos ainda não conseguiram detectar nada que se pareça com a vida no nosso Planeta Azul; nem mesmo com suas formas mais elementares.
A Terra é a casa da vida, o espaço privilegiado que abriga uma diversidade enorme de seres vivos. Ela é o condomínio da família humana, com suas raças, povos e culturas diferentes; lentamente, e com certa relutância, vamos aprendendo que ninguém é dono absoluto de pedaço algum desse globo e que todos fazem parte de uma imensa comunidade humana, que tem tanto em comum.
Todos são responsáveis por todos nesta comunidade e o bem de cada um só será completo, se também for o bem de todos os demais; da mesma forma, o mal de um, é o mal de todos. Comum deve ser também o zelo para que este condomínio não seja descuidado e tornado inabitável com o passar do tempo. Está em jogo o bem de todos.
Embora a questão ambiental entre, aos poucos, nas preocupações diárias, ainda estamos longe de ter alcançado uma consciência coletiva que seja capaz de frear os estragos causados pela intervenção humana na natureza; no âmbito dos comportamentos individuais, há muito que fazer para que o zelo pelo ambiente se torne habitual e cultural; no campo das decisões políticas, em todos os níveis, está difícil chegar a consensos que levem plenamente a sério a questão ambiental; de fato, procura-se salvar, geralmente, mais os interesses imediatos e particulares do que a sustentabilidade, a médio e longo prazo, desta casa comum que nos abriga.
A Igreja católica, no Brasil, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), já pela 3ª. vez, realiza a Campanha da Fraternidade sobre a ecologia. Neste ano, o assunto é abordado de maneira ampla, com o tema “fraternidade e vida no Planeta”. Chama-se a atenção para o fenômeno de aquecimento global, as causas que o provocam e as consequências que poderá trazer, ou já vai tendo; mostra-se, sobretudo, que o comprometimento das condições ambientais para o futuro da vida na Terra não tem, geralmente, sua causa em fenômenos espontâneos da dinâmica do universo, mas em ações do homem, que interferem no equilíbrio ecológico. Tais intervenções foram aceleradas, sobretudo, pelo sistema industrial e os modelos econômicos adotados a partir dos últimos 3 séculos. A comunidade humana está cuidando mal da natureza, dela exigindo mais que ela pode dar, destruindo a própria casa, pouco a pouco.
Vamos deixar correr, fazendo de conta que o problema não existe, ou que é só dos outros? Manter o mesmo ritmo de consumo e de interferência na natureza, sem nos importar com as consequências? Num condomínio, quando aparecem problemas e riscos, é normal que todos os condôminos se reúnam e decidam sobre o quê fazer, pois o bem de todos está relacionado intimamente com o bem do próprio condomínio. Não deveria ser diferente com nosso Planeta: descuidar da Terra faz mal a todos; cuidar bem da Terra é bom para todos.
O papa João Paulo II advertiu que a questão ecológica representa um problema moral, cujas implicações são, basicamente, duas: a solidariedade para com os pobres e o direito das futuras gerações. De fato, os maiores prejudicados com a deterioração ambiental são, e o serão ainda mais no futuro, os pobres do mundo, os mais fracos e desprotegidos da família humana. E não é moralmente honesto viver e agir apenas pensando em si, sem levar em conta o bem dos membros mais frágeis da família. Por outro lado, esta é uma questão de respeito e de justiça para com as gerações futuras, que habitarão este Planeta depois de nós. Em que estado deixaremos este condomínio para nossos pósteros? A questão ecológica demanda com urgência uma nova consciência solidária. O zelo pelo Planeta é um desafio moral, que a humanidade precisa enfrentar com políticas adequadas de convivência e de interação responsável com a natureza.
Recentemente, na encíclica Caritas in Veritate (32), o papa Bento XVI apontou para a necessidade de uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e do sentido da economia e seus objetivos, para corrigir disfunções e deturpações, que têm implicação direta na deterioração do ambiente da vida na Terra. Por outro lado, não menos necessária é uma renovação cultural, para redescobrir os valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir o futuro melhor para todos.
Para os cristãos e para os crentes em Deus, de modo geral, há um motivo a mais para tratar a natureza com profundo respeito e responsabilidade: ela é dádiva do Criador para todas as suas criaturas, não, certamente, para que a depredem e destruam, mas para que dela vivam e louvem a Deus. De modo especial, o ser humano foi feito “zelador do jardim” e colaborador inteligente e responsável no cuidado pela obra de Deus. Tratar mal a dádiva é desprezar e ofender o doador; e a vontade de potência absoluta do homem sobre a natureza é irresponsável, pois introduz a desordem no mundo; as consequências só podem ser desastrosas, como aquelas que já constatamos e lamentamos.
A Campanha da Fraternidade deste ano é um convite à reflexão e à ação para manter acolhedora e vivível para todos nossa preciosa casa no universo. Também para aqueles que a ocuparão depois de nós. É questão moral; questão de fraternidade.
Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, Ed. de 12.02.2011
Arcebispo de São Paulo - SP
Sempre mais nos damos conta de quanto o nosso planeta é precioso e único no universo. Sem excluir que possa haver vida em algum outro lugar na imensidão do cosmo, o certo é que, com todo o seu potencial para esquadrinhar o espaço sideral, os estudiosos ainda não conseguiram detectar nada que se pareça com a vida no nosso Planeta Azul; nem mesmo com suas formas mais elementares.
A Terra é a casa da vida, o espaço privilegiado que abriga uma diversidade enorme de seres vivos. Ela é o condomínio da família humana, com suas raças, povos e culturas diferentes; lentamente, e com certa relutância, vamos aprendendo que ninguém é dono absoluto de pedaço algum desse globo e que todos fazem parte de uma imensa comunidade humana, que tem tanto em comum.
Todos são responsáveis por todos nesta comunidade e o bem de cada um só será completo, se também for o bem de todos os demais; da mesma forma, o mal de um, é o mal de todos. Comum deve ser também o zelo para que este condomínio não seja descuidado e tornado inabitável com o passar do tempo. Está em jogo o bem de todos.
Embora a questão ambiental entre, aos poucos, nas preocupações diárias, ainda estamos longe de ter alcançado uma consciência coletiva que seja capaz de frear os estragos causados pela intervenção humana na natureza; no âmbito dos comportamentos individuais, há muito que fazer para que o zelo pelo ambiente se torne habitual e cultural; no campo das decisões políticas, em todos os níveis, está difícil chegar a consensos que levem plenamente a sério a questão ambiental; de fato, procura-se salvar, geralmente, mais os interesses imediatos e particulares do que a sustentabilidade, a médio e longo prazo, desta casa comum que nos abriga.
A Igreja católica, no Brasil, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), já pela 3ª. vez, realiza a Campanha da Fraternidade sobre a ecologia. Neste ano, o assunto é abordado de maneira ampla, com o tema “fraternidade e vida no Planeta”. Chama-se a atenção para o fenômeno de aquecimento global, as causas que o provocam e as consequências que poderá trazer, ou já vai tendo; mostra-se, sobretudo, que o comprometimento das condições ambientais para o futuro da vida na Terra não tem, geralmente, sua causa em fenômenos espontâneos da dinâmica do universo, mas em ações do homem, que interferem no equilíbrio ecológico. Tais intervenções foram aceleradas, sobretudo, pelo sistema industrial e os modelos econômicos adotados a partir dos últimos 3 séculos. A comunidade humana está cuidando mal da natureza, dela exigindo mais que ela pode dar, destruindo a própria casa, pouco a pouco.
Vamos deixar correr, fazendo de conta que o problema não existe, ou que é só dos outros? Manter o mesmo ritmo de consumo e de interferência na natureza, sem nos importar com as consequências? Num condomínio, quando aparecem problemas e riscos, é normal que todos os condôminos se reúnam e decidam sobre o quê fazer, pois o bem de todos está relacionado intimamente com o bem do próprio condomínio. Não deveria ser diferente com nosso Planeta: descuidar da Terra faz mal a todos; cuidar bem da Terra é bom para todos.
O papa João Paulo II advertiu que a questão ecológica representa um problema moral, cujas implicações são, basicamente, duas: a solidariedade para com os pobres e o direito das futuras gerações. De fato, os maiores prejudicados com a deterioração ambiental são, e o serão ainda mais no futuro, os pobres do mundo, os mais fracos e desprotegidos da família humana. E não é moralmente honesto viver e agir apenas pensando em si, sem levar em conta o bem dos membros mais frágeis da família. Por outro lado, esta é uma questão de respeito e de justiça para com as gerações futuras, que habitarão este Planeta depois de nós. Em que estado deixaremos este condomínio para nossos pósteros? A questão ecológica demanda com urgência uma nova consciência solidária. O zelo pelo Planeta é um desafio moral, que a humanidade precisa enfrentar com políticas adequadas de convivência e de interação responsável com a natureza.
Recentemente, na encíclica Caritas in Veritate (32), o papa Bento XVI apontou para a necessidade de uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e do sentido da economia e seus objetivos, para corrigir disfunções e deturpações, que têm implicação direta na deterioração do ambiente da vida na Terra. Por outro lado, não menos necessária é uma renovação cultural, para redescobrir os valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir o futuro melhor para todos.
Para os cristãos e para os crentes em Deus, de modo geral, há um motivo a mais para tratar a natureza com profundo respeito e responsabilidade: ela é dádiva do Criador para todas as suas criaturas, não, certamente, para que a depredem e destruam, mas para que dela vivam e louvem a Deus. De modo especial, o ser humano foi feito “zelador do jardim” e colaborador inteligente e responsável no cuidado pela obra de Deus. Tratar mal a dádiva é desprezar e ofender o doador; e a vontade de potência absoluta do homem sobre a natureza é irresponsável, pois introduz a desordem no mundo; as consequências só podem ser desastrosas, como aquelas que já constatamos e lamentamos.
A Campanha da Fraternidade deste ano é um convite à reflexão e à ação para manter acolhedora e vivível para todos nossa preciosa casa no universo. Também para aqueles que a ocuparão depois de nós. É questão moral; questão de fraternidade.
Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, Ed. de 12.02.2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Dinâmicas para catequese
55. Maçã
Material: papel e caneta para cada um
Descrição: Primeiro se lê o texto base do evangelho: a cura do paralítico que é levado pelos seus amigos. (Lc 5,17-26: Mc 2,1-12; Mt 9,1-8). Assim coordenador distribui a folha e caneta para todos, e pede para que cada um desenhe uma maçã em sua folha. E na ponta de cada braço cada um deve escrever o nome de um amigo que nos levaria a Jesus. Depois pede-se para desenhar outra maçã e no meio dela colocar o nome de quatro amigos que levaríamos para Jesus.
Plenário:
Assumimos nossa condição de amigo de levar nossos amigos até Jesus?
Existem quatro amigos verdadeiros que se tenham comprometido a suportar-me sempre?
Conto incondicionalmente com quatro pessoas para as quais eu sou mais importante de que qualquer coisa?
Tenho quatro pessoas que me levantam, se caio, e corrigem, se erro, que me animam quando desanimo?
Tenho quatro confidentes, aos quais posso compartilhar minhas lutas, êxitos, fracassos e tentações?
Existem quatro pessoas com quem eu não divido um trabalho e sim uma vida?
Posso contar com quatro amigos verdadeiros, que não me abandonariam nos momentos difíceis, pois não me amam pelo que faço, mas, pelo que sou?
Sou incondicional de quatro pessoas?
Há quatro pessoas que podem tocar na porta da minha casa a qualquer hora?
Há quatro pessoas que, em dificuldades econômicas, recorreriam a mim?
Há quatro pessoas que sabem serem mais importantes para mim, que meu trabalho, descanso ou planos?
No trecho do evangelho observamos algumas coisas como?
Lugar onde uns necessitam ajuda e outros prestam o serviço necessário.
O ambiente de amor, onde os amigos carregam o mais necessitado que não pode caminhar por si mesmo.
Os amigos se comprometem a ir juntos a Jesus, conduzindo o enfermo para que seja curado por ele.
Deixar-se servir pelos irmãos.
Uma vez curado, carregar o peso da responsabilidade.
56. Nome perdido
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 25 minutos.
Material: Um crachá para cada pessoa do grupo e um saco ou caixa de papelão para colocar todos os crachás.
Descrição: O coordenador devera recolher todos os crachás colocar no saco ou na caixa; misturar bem todos estes crachás, depõe dê um crachá para cada pessoa. Esta deverá encontrar o verdadeiro dono do crachá, em 1 minuto.
Ao final desse tempo, quem estiver ainda sem crachá ou com o crachá errado, azar! Porque terá que pagar uma prenda.
57. Observação / ação
Participantes: 30 pessoas
Tempo: 30 minutos
Material: papel e caneta
Descrição: o coordenador divide o grupo em um grupo de ação e outro de observação.
O grupo de ação permanece sentado em um círculo interno e o de observação em um círculo externo.
O grupo de ação simula um grupo de jovens que pode debater qualquer tema, enquanto o grupo de observação analisa o outro grupo anotando fatos como quem participa, quem não participa, se existe alguém que monopoliza, se alguém se demonstra tímido e não consegue se expressar
após o tempo que se achar necessário volta-se o grupo normal e se discute o que foi observado e vivido.
Exemplo: exemplos de coordenação
Forma-se um grupo para demonstrar o primeiro tipo de coordenador, o ditador, utilizando sempre o mesmo tema, este deve sempre mandar no grupo, assumindo ou não responsabilidades dentro do grupo. Após o ditador, forma-se outro grupo para exemplificar o coordenador paternalista que assume todas as responsabilidades que o grupo pode ter, após forma-se outro grupo demonstrando o coordenador que não assume a responsabilidade do grupo, sempre concordando com tudo que é proposto sem colocar em prática na maioria das vezes. E por último entra o coordenador democrático que seria um coordenador perfeito que sabe ouvir as pessoas e "força" o trabalho em grupo.
58. Palavra iluminada
Participantes: 7 a 15 pessoas
Tempo Estimado: Indefinido
Material: Uma vela e trechos selecionados da Bíblia que tratem do assunto a ser debatido.
Observação: Para grupos cujos integrantes já se conhecem, a parte relativa à apresentação pode ser eliminada da dinâmica.
Descrição: A iluminação do ambiente deve ser serena de modo a predominar a luz da vela, que simboliza Cristo iluminando os nossos gestos e palavras. Os participantes devem estar sentados em círculo de modo que todos possam ver a todos. O coordenador deve ler o trecho bíblico inicial e comentá-lo, sendo que a pessoa a sua esquerda deve segurar a vela. Após o comentário do trecho, a pessoa que estava segurando a vela passa a mesma para o vizinho da esquerda e se apresenta ao grupo. Em seguida esta pessoa realiza a leitura de outro trecho da bíblia indicado pelo coordenador e faz seus comentários sobre o trecho. Este processo se realiza sucessivamente até que o coordenador venha a segurar a vela e se apresentar ao grupo. Então, o coordenador lê uma última passagem bíblica que resuma todo o conteúdo abordado nas passagens anteriores. Após a leitura desta passagem, os integrantes do grupo devem buscar a opinião do grupo como um todo, baseado nos depoimentos individuais, sobre o tema abordado. Quando o consenso é alcançado apaga-se à vela. Por último pode-se comentar a importância da Luz (Cristo) em todos os atos de nossas vidas.
Material: papel e caneta para cada um
Descrição: Primeiro se lê o texto base do evangelho: a cura do paralítico que é levado pelos seus amigos. (Lc 5,17-26: Mc 2,1-12; Mt 9,1-8). Assim coordenador distribui a folha e caneta para todos, e pede para que cada um desenhe uma maçã em sua folha. E na ponta de cada braço cada um deve escrever o nome de um amigo que nos levaria a Jesus. Depois pede-se para desenhar outra maçã e no meio dela colocar o nome de quatro amigos que levaríamos para Jesus.
Plenário:
Assumimos nossa condição de amigo de levar nossos amigos até Jesus?
Existem quatro amigos verdadeiros que se tenham comprometido a suportar-me sempre?
Conto incondicionalmente com quatro pessoas para as quais eu sou mais importante de que qualquer coisa?
Tenho quatro pessoas que me levantam, se caio, e corrigem, se erro, que me animam quando desanimo?
Tenho quatro confidentes, aos quais posso compartilhar minhas lutas, êxitos, fracassos e tentações?
Existem quatro pessoas com quem eu não divido um trabalho e sim uma vida?
Posso contar com quatro amigos verdadeiros, que não me abandonariam nos momentos difíceis, pois não me amam pelo que faço, mas, pelo que sou?
Sou incondicional de quatro pessoas?
Há quatro pessoas que podem tocar na porta da minha casa a qualquer hora?
Há quatro pessoas que, em dificuldades econômicas, recorreriam a mim?
Há quatro pessoas que sabem serem mais importantes para mim, que meu trabalho, descanso ou planos?
No trecho do evangelho observamos algumas coisas como?
Lugar onde uns necessitam ajuda e outros prestam o serviço necessário.
O ambiente de amor, onde os amigos carregam o mais necessitado que não pode caminhar por si mesmo.
Os amigos se comprometem a ir juntos a Jesus, conduzindo o enfermo para que seja curado por ele.
Deixar-se servir pelos irmãos.
Uma vez curado, carregar o peso da responsabilidade.
56. Nome perdido
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 25 minutos.
Material: Um crachá para cada pessoa do grupo e um saco ou caixa de papelão para colocar todos os crachás.
Descrição: O coordenador devera recolher todos os crachás colocar no saco ou na caixa; misturar bem todos estes crachás, depõe dê um crachá para cada pessoa. Esta deverá encontrar o verdadeiro dono do crachá, em 1 minuto.
Ao final desse tempo, quem estiver ainda sem crachá ou com o crachá errado, azar! Porque terá que pagar uma prenda.
57. Observação / ação
Participantes: 30 pessoas
Tempo: 30 minutos
Material: papel e caneta
Descrição: o coordenador divide o grupo em um grupo de ação e outro de observação.
O grupo de ação permanece sentado em um círculo interno e o de observação em um círculo externo.
O grupo de ação simula um grupo de jovens que pode debater qualquer tema, enquanto o grupo de observação analisa o outro grupo anotando fatos como quem participa, quem não participa, se existe alguém que monopoliza, se alguém se demonstra tímido e não consegue se expressar
após o tempo que se achar necessário volta-se o grupo normal e se discute o que foi observado e vivido.
Exemplo: exemplos de coordenação
Forma-se um grupo para demonstrar o primeiro tipo de coordenador, o ditador, utilizando sempre o mesmo tema, este deve sempre mandar no grupo, assumindo ou não responsabilidades dentro do grupo. Após o ditador, forma-se outro grupo para exemplificar o coordenador paternalista que assume todas as responsabilidades que o grupo pode ter, após forma-se outro grupo demonstrando o coordenador que não assume a responsabilidade do grupo, sempre concordando com tudo que é proposto sem colocar em prática na maioria das vezes. E por último entra o coordenador democrático que seria um coordenador perfeito que sabe ouvir as pessoas e "força" o trabalho em grupo.
58. Palavra iluminada
Participantes: 7 a 15 pessoas
Tempo Estimado: Indefinido
Material: Uma vela e trechos selecionados da Bíblia que tratem do assunto a ser debatido.
Observação: Para grupos cujos integrantes já se conhecem, a parte relativa à apresentação pode ser eliminada da dinâmica.
Descrição: A iluminação do ambiente deve ser serena de modo a predominar a luz da vela, que simboliza Cristo iluminando os nossos gestos e palavras. Os participantes devem estar sentados em círculo de modo que todos possam ver a todos. O coordenador deve ler o trecho bíblico inicial e comentá-lo, sendo que a pessoa a sua esquerda deve segurar a vela. Após o comentário do trecho, a pessoa que estava segurando a vela passa a mesma para o vizinho da esquerda e se apresenta ao grupo. Em seguida esta pessoa realiza a leitura de outro trecho da bíblia indicado pelo coordenador e faz seus comentários sobre o trecho. Este processo se realiza sucessivamente até que o coordenador venha a segurar a vela e se apresentar ao grupo. Então, o coordenador lê uma última passagem bíblica que resuma todo o conteúdo abordado nas passagens anteriores. Após a leitura desta passagem, os integrantes do grupo devem buscar a opinião do grupo como um todo, baseado nos depoimentos individuais, sobre o tema abordado. Quando o consenso é alcançado apaga-se à vela. Por último pode-se comentar a importância da Luz (Cristo) em todos os atos de nossas vidas.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
SEMANA SANTA
Não percam na quinta-feira, missa do lava-pés, com encenação do "grupo via sacra nas ruas" da paróquia Santa Rita de Cássia, e na sexta-feira "via sacra nas ruas" com encenação pelas ruas das quadras 4 e 3 da vila buritis.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Artigo enviado pelo Pe. Valmir
Ressureição de Lázaro: o 7º sinal é na “casa dos pobres”
O artigo aqui apresentado encontra-se no livro Raio-X da Vida de Carlos Mesters, Francisco Orofino e Mercedes Lopes. .
A pequena comunidade de Betânia, onde Jesus gostava de hospedar-se, reflete a situação e o estilo de vida das conunidades do Discípulo Amado. Betânia quer dizer “casa dos pobres”. Marta quer dizer “senhora” (coordenadora): uma mulher coordenava a comunidade. Lázaro significa “Deus ajuda”: a comunidade pobre esperava tudo de Deus. Maria significa “amada de Javé”: era a discípula amada, imagem da comunidade. O episódio de Lázaro comunica esta certeza: Jesus traz vida para a comunidade dos pobres. Jesus é fonte de vida para todos os que nele acreditam.
Comentando o texto
1 . João 11,1-16: Uma chave para entender o sétimo sinal da ressurreição de Lázaro
Lázaro estava doente. As irmãs Marta e Maria mandam chamar Jesus “Aquele a quem amas está doente!” (Jo 11,3.5). Jesus atende ao pedido e explica: “Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho de Deus!” (Jo 11,4). No Evangelho de João, a glorificação de Jesus acontece através da sua morte (Jo 12,23; 17, 1). Uma das causas da sua condenação à morte vai ser a ressurreição de Lázaro (Jo 11,50; 12,10). Assim, o sétimo sinal vai ser para manifestar a glória de Deus (Jo 11,4). Os discípulos não entendem (Jo 11 ,6-8). Jesus fala da morte de Lázaro e eles entendem que esteja falando do sono (Jo 11 , 11,15). Ainda não perceberam a identidade de Jesus como vida e luz (Jo 11 ,9- 10). Porém, mesmo sem entenderem, eles estão dispostos a ir morrer com ele (Jo 11,16). A doutrina deles é deficiente, mas a fé é correta.
2. João 11,17-19: Jesus chega em Betânia
Lázaro está morto mesmo. Depois de quatro dias, a morte é absolutamente certa, o corpo entra em decomposição e já cheira mal (Jo 11 ,39). Muitos judeus estão na casa de Marta e Maria para consolá-las da perda do irmão. Os representantes da Antiga Aliança não trazem vida nova. Só consolam. Jesus é que vai trazer vida nova! Os judeus são os adversários que querem matar Jesus (Jo 10,31). As duas mulheres criaram um espaço novo de contato entre Jesus e seus adversários. Assim, de um lado, a ameaça de morte contra Jesus! De outro lado, Jesus chegando para vencer a morte! E neste contexto de conflito entre vida e morte que vai ser realizado o sétimo sinal.
3. João 11,20-24 Encontro de Marta com Jesus - promessa de vida e de ressurreição
No encontro com Jesus, Marta diz que crê na ressurreição. Ela está dentro da cultura e da religião do povo do seu tempo. Os fariseus e a maioria do povo já acreditavam na ressurreição (At 23,6-10; Mc 12,18). Acreditavam, mas não a revelavam. Era fé na ressurreição no final dos tempos e não na ressurreição presente na história, aqui e agora. Não renovava a vida. Faltava dar um salto. A vida nova da ressurreição só vai aparecer com Jesus.
4. João 11,25-27: A revelação de Jesus provoca a profissão de fé
Jesus desafia Marta a dar este salto. Não basta crer na ressurrição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a ressurreição já está presente hoje na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre eles a morte não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a “ressurreição e a vida”. Então, Marta, mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, confessa a sua fé: “Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo”.
5. João 11,28-31: O encontro de Maria com Jesus
Depois da profissão de fé, Marta vai chamar Maria, sua irmã. E o mesmo processo que já encontramos na chamada dos primeiros discípulos: encontrar; experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus! Maria vai ao encontro de Jesus, que continuava no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Tal como a sabedoria, que se manifesta nas ruas e nas encruzilhadas (Pr 1 ,20-2 1), assïm Jesus é encontrado no caminho fora do povoado. Hoje, tanta gente busca saídas para os problemas da sua vida nas ruas e nas encruzilhadas! João diz que osj udeus acompanhavam Maria. Pensavam que ela fosse ao sepulcro do irmão. Eles só entendiam de morte, e não de vida!
6. João 11,32-37: A resposta de Jesus
Maria repete a mesma frase de Marta: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (Jo 11,21). Ela chora, todos choram. Jesus se comove. Quando os pobres choram, Jesus se emociona e chora. Diante do choro de Jesus, os outros concluem: “Vede como ele o amava!” Esta é a característica das comunidades do Discípulo Amado: o amor mútuo entre Jesus e os membros da comunidade Alguns ainda não acreditam e levantam dúvidas: “Esse que curou o cego, por que não impediu a morte de Lázaro?”
7. João 11,38-40: Retirem a pedra!
Pela terceira vez, Jesus se comove (Jo 11,33.35.38) E assim que João acentua a humanidade de Jesus contra aqueles que, no fim do século 1, espiritualizavam a fé e negavam a humanidade de Jesus. Jesus manda tirar a pedra. Marta reage: “Senhor, já cheira mal! E o quarto dia!” Novamente, Jesus a desafia apelando para a fé na ressurreição, aqui e agora, como um sinal da glória de Deus: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”
8. João 11,41-44: A ressurreição de Lázaro
Retiraram a pedra. Diante do sepulcro aberto e diante da incredulidade das pessoas, Jesus se dirige ao Pai. Na sua prece, primeiro, faz ação de graças: “Pai, dou-te graças, porque me ouviste. Eu sabia que tu sempre me ouves!” O Pai de Jesus é o mesmo Deus que sempre escuta o grito do pobre (Ex 2,24: 3,7). Jesus conhece o Pai e confia nele. Mas agora ele pede um sinal por causa da multidão que o rodeia. para que possa acreditar que ele, Jesus, é o enviado do Pai. Em seguida, grita em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro vem para fora. É o triunfo da vida sobre a morte, da fé sobre a incredulidade! Um agricultor do interior de Minas comentou: “A nós cabe retirar a pedra! E aí Deus ressuscita a comunidade Tem gente que não quer tirar a pedra, e por isso a comunidade deles não tem vida!”
9. João 11,45-54: O resultado do sétimo sinal no meio do povo
O capítulo 11 descreveu o último sinal, o mais importante dos sete: a ressurreição de Lázaro (Jo 11 ,1-44). E o ponto alto da revelação que Jesus vinha fazendo. Terminada a revelação, vem a descrição do resultado: muita gente começa a crer em Jesus (Jo 11,45). Outros ficam em cima do muro e fazem a denúncia (Jo 11,46). Os líderes, preocupados com o crescimento da liderança de Jesus e. não querendo perder a sua própria posição, decidem matar Jesus (Jo 11,47-53). O resultado final é que Jesus tem que viver na clandestinidade (Jo 11,54). Da mesma maneira, na época em que foi escrito o evangelho, a comunidade que trazia a vida para os outros se via obrigada a viver na clandestinidade.
A confissão de Marta e o significado da ressurreição
Se lemos todo o capítulo 1 1 , vamos encontrar no centro dele a revelação de Jesus como ressurreição e vida, provocando como resposta a profissão de fé, proclamada publicamente por Marta (Jo 11,25-27). Em Jo 11,4, Jesus afirma que a doença de Lázaro não é para a morte, mas para afirmar seu poder sobre a morte. Jesus é a vida e nele está a vida (Jo 1 ,4). Este é um aspecto muito importante da identidade de Jesus para as comunidades do Discípulo Amado. A força de vida que há nele manifesta que ele é verdadeiramente o Messias e Filho de Deus, capaz de trazer um morto de volta à vida. Marta acolhe esta revelação mesmo antes de ver o sinal que revela o poder de Jesus sobre a morte, manifestado na ressurreição de Lázaro. Assim Marta recebe a bem-aventurança: “Felizes os que não viram e creram “ (Jo 20,28) e torna-se um modelo para as pessoas que desejam seguir Jesus.
A vitória de Jesus sobre a morte mudou a seqüência dos tempos históricos. O que era próprio do tempo final entrou para o tempo presente. Por isso, o Jesus apresentado pelo Evangelho de João pode afirmar: “Quem vive e crê em mim jamais morrerá!” (Jo 11,26). Como é que Jesus pode afirmar que viveremos para sempre? Na Primeira Carta de João, este mistério é esclarecido: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (iJo 3, 14). O amor é a força mais poderosa que existe. Ele transforma as pessoas e os acontecimentos. O amor faz o futuro virar presente e a ressurreição acontecer hoje. É interessante a comparação de Mt 16,16-17 com Jo 11,27. Em Mateus, a profissão de fé está na boca de Pedro, que por esse motivo foi reconhecido nas comunidades apostólicas como autoridade.
Em João a confissão de fé está na boca de Marta. É uma tríplice confissão: “Senho, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que vem ao mundo” (Jo 1 1,27). M~u~ta confessa que Jesus é Senhor, Messias e Filho de Deus. Isto indica que nas comunidades do Discípulo Amado é Marta quem desempenha um papel semelhante ao de Pedro nas comunidades apostólicas. Sua confissão de fé está repetida em Jo 20,3 1, indicando o objetivo do evangelho: “foi escrito para que acreditem que Jesus éo Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham a vida em seu nome “.
O artigo aqui apresentado encontra-se no livro Raio-X da Vida de Carlos Mesters, Francisco Orofino e Mercedes Lopes. .
A pequena comunidade de Betânia, onde Jesus gostava de hospedar-se, reflete a situação e o estilo de vida das conunidades do Discípulo Amado. Betânia quer dizer “casa dos pobres”. Marta quer dizer “senhora” (coordenadora): uma mulher coordenava a comunidade. Lázaro significa “Deus ajuda”: a comunidade pobre esperava tudo de Deus. Maria significa “amada de Javé”: era a discípula amada, imagem da comunidade. O episódio de Lázaro comunica esta certeza: Jesus traz vida para a comunidade dos pobres. Jesus é fonte de vida para todos os que nele acreditam.
Comentando o texto
1 . João 11,1-16: Uma chave para entender o sétimo sinal da ressurreição de Lázaro
Lázaro estava doente. As irmãs Marta e Maria mandam chamar Jesus “Aquele a quem amas está doente!” (Jo 11,3.5). Jesus atende ao pedido e explica: “Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho de Deus!” (Jo 11,4). No Evangelho de João, a glorificação de Jesus acontece através da sua morte (Jo 12,23; 17, 1). Uma das causas da sua condenação à morte vai ser a ressurreição de Lázaro (Jo 11,50; 12,10). Assim, o sétimo sinal vai ser para manifestar a glória de Deus (Jo 11,4). Os discípulos não entendem (Jo 11 ,6-8). Jesus fala da morte de Lázaro e eles entendem que esteja falando do sono (Jo 11 , 11,15). Ainda não perceberam a identidade de Jesus como vida e luz (Jo 11 ,9- 10). Porém, mesmo sem entenderem, eles estão dispostos a ir morrer com ele (Jo 11,16). A doutrina deles é deficiente, mas a fé é correta.
2. João 11,17-19: Jesus chega em Betânia
Lázaro está morto mesmo. Depois de quatro dias, a morte é absolutamente certa, o corpo entra em decomposição e já cheira mal (Jo 11 ,39). Muitos judeus estão na casa de Marta e Maria para consolá-las da perda do irmão. Os representantes da Antiga Aliança não trazem vida nova. Só consolam. Jesus é que vai trazer vida nova! Os judeus são os adversários que querem matar Jesus (Jo 10,31). As duas mulheres criaram um espaço novo de contato entre Jesus e seus adversários. Assim, de um lado, a ameaça de morte contra Jesus! De outro lado, Jesus chegando para vencer a morte! E neste contexto de conflito entre vida e morte que vai ser realizado o sétimo sinal.
3. João 11,20-24 Encontro de Marta com Jesus - promessa de vida e de ressurreição
No encontro com Jesus, Marta diz que crê na ressurreição. Ela está dentro da cultura e da religião do povo do seu tempo. Os fariseus e a maioria do povo já acreditavam na ressurreição (At 23,6-10; Mc 12,18). Acreditavam, mas não a revelavam. Era fé na ressurreição no final dos tempos e não na ressurreição presente na história, aqui e agora. Não renovava a vida. Faltava dar um salto. A vida nova da ressurreição só vai aparecer com Jesus.
4. João 11,25-27: A revelação de Jesus provoca a profissão de fé
Jesus desafia Marta a dar este salto. Não basta crer na ressurrição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a ressurreição já está presente hoje na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre eles a morte não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a “ressurreição e a vida”. Então, Marta, mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, confessa a sua fé: “Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo”.
5. João 11,28-31: O encontro de Maria com Jesus
Depois da profissão de fé, Marta vai chamar Maria, sua irmã. E o mesmo processo que já encontramos na chamada dos primeiros discípulos: encontrar; experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus! Maria vai ao encontro de Jesus, que continuava no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Tal como a sabedoria, que se manifesta nas ruas e nas encruzilhadas (Pr 1 ,20-2 1), assïm Jesus é encontrado no caminho fora do povoado. Hoje, tanta gente busca saídas para os problemas da sua vida nas ruas e nas encruzilhadas! João diz que osj udeus acompanhavam Maria. Pensavam que ela fosse ao sepulcro do irmão. Eles só entendiam de morte, e não de vida!
6. João 11,32-37: A resposta de Jesus
Maria repete a mesma frase de Marta: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (Jo 11,21). Ela chora, todos choram. Jesus se comove. Quando os pobres choram, Jesus se emociona e chora. Diante do choro de Jesus, os outros concluem: “Vede como ele o amava!” Esta é a característica das comunidades do Discípulo Amado: o amor mútuo entre Jesus e os membros da comunidade Alguns ainda não acreditam e levantam dúvidas: “Esse que curou o cego, por que não impediu a morte de Lázaro?”
7. João 11,38-40: Retirem a pedra!
Pela terceira vez, Jesus se comove (Jo 11,33.35.38) E assim que João acentua a humanidade de Jesus contra aqueles que, no fim do século 1, espiritualizavam a fé e negavam a humanidade de Jesus. Jesus manda tirar a pedra. Marta reage: “Senhor, já cheira mal! E o quarto dia!” Novamente, Jesus a desafia apelando para a fé na ressurreição, aqui e agora, como um sinal da glória de Deus: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”
8. João 11,41-44: A ressurreição de Lázaro
Retiraram a pedra. Diante do sepulcro aberto e diante da incredulidade das pessoas, Jesus se dirige ao Pai. Na sua prece, primeiro, faz ação de graças: “Pai, dou-te graças, porque me ouviste. Eu sabia que tu sempre me ouves!” O Pai de Jesus é o mesmo Deus que sempre escuta o grito do pobre (Ex 2,24: 3,7). Jesus conhece o Pai e confia nele. Mas agora ele pede um sinal por causa da multidão que o rodeia. para que possa acreditar que ele, Jesus, é o enviado do Pai. Em seguida, grita em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro vem para fora. É o triunfo da vida sobre a morte, da fé sobre a incredulidade! Um agricultor do interior de Minas comentou: “A nós cabe retirar a pedra! E aí Deus ressuscita a comunidade Tem gente que não quer tirar a pedra, e por isso a comunidade deles não tem vida!”
9. João 11,45-54: O resultado do sétimo sinal no meio do povo
O capítulo 11 descreveu o último sinal, o mais importante dos sete: a ressurreição de Lázaro (Jo 11 ,1-44). E o ponto alto da revelação que Jesus vinha fazendo. Terminada a revelação, vem a descrição do resultado: muita gente começa a crer em Jesus (Jo 11,45). Outros ficam em cima do muro e fazem a denúncia (Jo 11,46). Os líderes, preocupados com o crescimento da liderança de Jesus e. não querendo perder a sua própria posição, decidem matar Jesus (Jo 11,47-53). O resultado final é que Jesus tem que viver na clandestinidade (Jo 11,54). Da mesma maneira, na época em que foi escrito o evangelho, a comunidade que trazia a vida para os outros se via obrigada a viver na clandestinidade.
A confissão de Marta e o significado da ressurreição
Se lemos todo o capítulo 1 1 , vamos encontrar no centro dele a revelação de Jesus como ressurreição e vida, provocando como resposta a profissão de fé, proclamada publicamente por Marta (Jo 11,25-27). Em Jo 11,4, Jesus afirma que a doença de Lázaro não é para a morte, mas para afirmar seu poder sobre a morte. Jesus é a vida e nele está a vida (Jo 1 ,4). Este é um aspecto muito importante da identidade de Jesus para as comunidades do Discípulo Amado. A força de vida que há nele manifesta que ele é verdadeiramente o Messias e Filho de Deus, capaz de trazer um morto de volta à vida. Marta acolhe esta revelação mesmo antes de ver o sinal que revela o poder de Jesus sobre a morte, manifestado na ressurreição de Lázaro. Assim Marta recebe a bem-aventurança: “Felizes os que não viram e creram “ (Jo 20,28) e torna-se um modelo para as pessoas que desejam seguir Jesus.
A vitória de Jesus sobre a morte mudou a seqüência dos tempos históricos. O que era próprio do tempo final entrou para o tempo presente. Por isso, o Jesus apresentado pelo Evangelho de João pode afirmar: “Quem vive e crê em mim jamais morrerá!” (Jo 11,26). Como é que Jesus pode afirmar que viveremos para sempre? Na Primeira Carta de João, este mistério é esclarecido: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (iJo 3, 14). O amor é a força mais poderosa que existe. Ele transforma as pessoas e os acontecimentos. O amor faz o futuro virar presente e a ressurreição acontecer hoje. É interessante a comparação de Mt 16,16-17 com Jo 11,27. Em Mateus, a profissão de fé está na boca de Pedro, que por esse motivo foi reconhecido nas comunidades apostólicas como autoridade.
Em João a confissão de fé está na boca de Marta. É uma tríplice confissão: “Senho, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que vem ao mundo” (Jo 1 1,27). M~u~ta confessa que Jesus é Senhor, Messias e Filho de Deus. Isto indica que nas comunidades do Discípulo Amado é Marta quem desempenha um papel semelhante ao de Pedro nas comunidades apostólicas. Sua confissão de fé está repetida em Jo 20,3 1, indicando o objetivo do evangelho: “foi escrito para que acreditem que Jesus éo Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham a vida em seu nome “.
NOTA OFICIAL DO ADMINISTRADOR APOSTÓLICO
MITRA ARQUIDIOCESANA DE BRASÍLIA
NOTA OFICIAL DO ADMINISTRADOR APOSTÓLICO
SOBRE A DEMOLIÇÃO INDEVIDA DA CAPELA SANTA BAKHITA -
CONDOMÍNIO SOL NASCENTE - CEILÂNDIA
Brasília, 12 de abril de 2011
Na última quinta feira, dia 7, no período vespertino, agentes da Agência de Fiscalização do Distrito Federais – AGEFIS, demoliram a capela de Santa Bakhita, localizada no condomínio Sol Nascente, Ceilândia Sul, usando máquina da Administração Regional de Ceilândia.
Tal ato causa estranheza e perplexidade em toda a Comunidade Católica do Distrito Federal. Manifesto repúdio a essa ação improvisa e ilegal, pois não fomos notificados expressamente como consta na lei, sobre qualquer irregularidade da referida construção, nem fomos comunicados sobre a própria execução da demolição. Segundo os trâmites legais, a Arquidiocese de Brasília deveria ter sido notificada pela Secretaria da Ordem Pública e Social – SEOPS, à qual a AGEFIS está diretamente ligada.
A atitude tomada pelo órgão competente infringe o direito ao culto e mesmo a liberdade religiosa, pois ali existia uma comunidade assistida pela Paróquia Cristo Rei. No local, há mais de três anos, havia o ensino da catequese, um trabalho pastoral de resgate e acompanhamento de jovens e de orientações às famílias, bem como Missas frequentes.
Cabe informar e deixar claro que a Igreja Católica tem posse dos documentos de doação legal da antiga proprietária. A demolição do templo construído com aajuda da população católica do local não respeitou os objetos litúrgicos, nem mesmo o altar que ali estavam.
Como Administrador desta Arquidiocese, venho repreender ato tão arbitrário. Manifesto ainda meu apoio e incentivo aos membros da Comunidade Santa Bakhita para que sejam presença da esperança e de fé onde moram. Além disto, informo que serão adotadas todas as medidas legais para assegurar os direitos da Igreja Arquidiocesana, apurar as responsabilidades por um ato tão lesivo à Comunidade Católica, exigindo a necessária reparação pelos danos causados.
Dom Waldemar Passini Dalbello
Administrador Apostólico da Arquidiocese de Brasília
NOTA OFICIAL DO ADMINISTRADOR APOSTÓLICO
SOBRE A DEMOLIÇÃO INDEVIDA DA CAPELA SANTA BAKHITA -
CONDOMÍNIO SOL NASCENTE - CEILÂNDIA
Brasília, 12 de abril de 2011
Na última quinta feira, dia 7, no período vespertino, agentes da Agência de Fiscalização do Distrito Federais – AGEFIS, demoliram a capela de Santa Bakhita, localizada no condomínio Sol Nascente, Ceilândia Sul, usando máquina da Administração Regional de Ceilândia.
Tal ato causa estranheza e perplexidade em toda a Comunidade Católica do Distrito Federal. Manifesto repúdio a essa ação improvisa e ilegal, pois não fomos notificados expressamente como consta na lei, sobre qualquer irregularidade da referida construção, nem fomos comunicados sobre a própria execução da demolição. Segundo os trâmites legais, a Arquidiocese de Brasília deveria ter sido notificada pela Secretaria da Ordem Pública e Social – SEOPS, à qual a AGEFIS está diretamente ligada.
A atitude tomada pelo órgão competente infringe o direito ao culto e mesmo a liberdade religiosa, pois ali existia uma comunidade assistida pela Paróquia Cristo Rei. No local, há mais de três anos, havia o ensino da catequese, um trabalho pastoral de resgate e acompanhamento de jovens e de orientações às famílias, bem como Missas frequentes.
Cabe informar e deixar claro que a Igreja Católica tem posse dos documentos de doação legal da antiga proprietária. A demolição do templo construído com aajuda da população católica do local não respeitou os objetos litúrgicos, nem mesmo o altar que ali estavam.
Como Administrador desta Arquidiocese, venho repreender ato tão arbitrário. Manifesto ainda meu apoio e incentivo aos membros da Comunidade Santa Bakhita para que sejam presença da esperança e de fé onde moram. Além disto, informo que serão adotadas todas as medidas legais para assegurar os direitos da Igreja Arquidiocesana, apurar as responsabilidades por um ato tão lesivo à Comunidade Católica, exigindo a necessária reparação pelos danos causados.
Dom Waldemar Passini Dalbello
Administrador Apostólico da Arquidiocese de Brasília
domingo, 10 de abril de 2011
AVISOS DA PARÓQUIA 10/04/2011
AVISOS – dia –10/04/2011
PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA
1. Dia 12 Terça – feira não haverá missa das 20h, pois, nesse horário temos o Mutirão de Confissões na Paróquia Santa Rita de Cássia e Dia 15 Quinta – feira Mutirão de Confissão na Paróquia São Vicente de Paulo. Aí termina o mutirão de Confissões.
2. Dia 16 - Sábado às 8h Giro de Santa Rita na Comunidade de São Francisco todos os que deram o nome, por favor, esteja presente.
3. O Grupo Via Sacra da Paróquia Santa Rita de Cássia convida a todos na Sexta – feira Santa a partir das 19h a participar da Via Sacra nas ruas do Buriti. Cada um traga uma vela.
4. Também o grupo Via Sacra de Planaltina convida a comunidade a participar do Santo Louvor a realizar-se no dia 16 no Estacionamento do Múltipla Funções com momentos de: Adoração, Louvor, Missa e Show Evangelizador com a presença de Eugênio Jorge e Mensagem Brasil. Início das atividades às 11h.
5. A Renovação Carismática Católica convida você e sua família para participar do Grupo de Oração que se realiza todas as quartas-feiras. Logo após a Santa Missa.
PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA
1. Dia 12 Terça – feira não haverá missa das 20h, pois, nesse horário temos o Mutirão de Confissões na Paróquia Santa Rita de Cássia e Dia 15 Quinta – feira Mutirão de Confissão na Paróquia São Vicente de Paulo. Aí termina o mutirão de Confissões.
2. Dia 16 - Sábado às 8h Giro de Santa Rita na Comunidade de São Francisco todos os que deram o nome, por favor, esteja presente.
3. O Grupo Via Sacra da Paróquia Santa Rita de Cássia convida a todos na Sexta – feira Santa a partir das 19h a participar da Via Sacra nas ruas do Buriti. Cada um traga uma vela.
4. Também o grupo Via Sacra de Planaltina convida a comunidade a participar do Santo Louvor a realizar-se no dia 16 no Estacionamento do Múltipla Funções com momentos de: Adoração, Louvor, Missa e Show Evangelizador com a presença de Eugênio Jorge e Mensagem Brasil. Início das atividades às 11h.
5. A Renovação Carismática Católica convida você e sua família para participar do Grupo de Oração que se realiza todas as quartas-feiras. Logo após a Santa Missa.
sábado, 9 de abril de 2011
Nota do Arcebispo do Rio de Janeiro
Nota do Arcebispo do Rio sobre o atentado na escola Tasso Fragoso da Silveira
O arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, divulgou uma nota lamentando o atentado à Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, na capital fluminense. Segundo o arcebispo, o atentado “feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas”.
O atentando ocorreu na manhã desta quinta-feira quando Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadiu a escola e disparou vários tiros. Já foram confirmados 11 mortos (9 meninas e 1 menino), mais o atirador, e 17 feridos com gravidade. Segundo a polícia, Wellington era ex-aluno da escola, que fica no Realengo.
Em solidaridade ao povo do Rio de Janeiro, reproduzimos abaixo a íntegra da nota de dom Orani:
NOTA DO ARCEBISPO DO RIO SOBRE O ATENTADO NA ESCOLA TASSO FRAGOSO DA SILVEIRA
O atentado a tiros contra alunos, alunas, funcionários e outras pessoas, agora pela manhã, na Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, em Realengo, zona oeste de nossa cidade, que resultou também em mortos e com a consequente morte do atirador, feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas.
Como Pastor desta Arquidiocese, lamento profundamente o acontecido, rezo e uno-me à dor de todos que foram vitimados, pais, familiares e amigos. Peço ao Senhor Jesus, neste tempo de Quaresma, que a todos conforte e envio também uma bênção especial, pedindo a Deus que tal fato não volte a acontecer em nossa cidade.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 2011
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro
O arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, divulgou uma nota lamentando o atentado à Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, na capital fluminense. Segundo o arcebispo, o atentado “feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas”.
O atentando ocorreu na manhã desta quinta-feira quando Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadiu a escola e disparou vários tiros. Já foram confirmados 11 mortos (9 meninas e 1 menino), mais o atirador, e 17 feridos com gravidade. Segundo a polícia, Wellington era ex-aluno da escola, que fica no Realengo.
Em solidaridade ao povo do Rio de Janeiro, reproduzimos abaixo a íntegra da nota de dom Orani:
NOTA DO ARCEBISPO DO RIO SOBRE O ATENTADO NA ESCOLA TASSO FRAGOSO DA SILVEIRA
O atentado a tiros contra alunos, alunas, funcionários e outras pessoas, agora pela manhã, na Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, em Realengo, zona oeste de nossa cidade, que resultou também em mortos e com a consequente morte do atirador, feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas.
Como Pastor desta Arquidiocese, lamento profundamente o acontecido, rezo e uno-me à dor de todos que foram vitimados, pais, familiares e amigos. Peço ao Senhor Jesus, neste tempo de Quaresma, que a todos conforte e envio também uma bênção especial, pedindo a Deus que tal fato não volte a acontecer em nossa cidade.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 2011
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Artigo do Pe. André lima publicado no site da Arquidiocese de Brasilia
A Biodiversidade e a Sustentabilidade
Por Padre André Lima
Superintendente da Rádio Nova Aliança
Assessor de Imprensa da Arquidiocese de Brasília
Ao continuar com as reflexões da Campanha da Fraternidade deste ano, um tema que é muito discutido, hoje em dia, é o da biodiversidade. Porém, o que é isto? Biodiversidade, então, consiste na diversidade biológica em todas as suas formas: ecossistemas, espécies e genes.
É algo que vem se constituindo a mais de três bilhões de anos. Todavia, ela vem sendo ameaçada e, vale lembrar que, este processo pode ser irreversível.
E é inevitável não associar tal ameaça ao aquecimento global que caminha do lado da miséria no mundo. Segundo o texto base, cerca de um bilhão de pessoas ainda sofrem com a fome. E é contraditório, pois em um tempo de diversificação alimentar e safras recordes, nos deparamos com um crescimento agrícola que não segue uma verdadeira distribuição de alimentos para todos.
Com isto, apesar da expansão agrícola que impacta a biodiversidade, agrava também os problemas ambientais como o aquecimento global e as suas consequências climáticas.
Neste debate pela preservação da biodiversidade, um dos itens que também vem preocupando o mundo é o uso de um importante recurso natural: a água.
Em julho do ano passado, na Assembleia Geral da ONU foi aprovada uma resolução onde afirma que a água e o saneamento básico são direitos humanos essenciais. Mas será que são mesmo? Será que na prática são respeitados como um direito humano?
Em alguns países, porém, a água não vai passar de um direito no papel! Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil, por exemplo, corre o risco de chegar em 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. Os dados apontam para 55% dos municípios brasileiros que poderão ter déficit no seu abastecimento de água. Citamos, entre eles, as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal.
Quem faz este diagnóstico é o Abastecimento Urbano de Água Brasil - ATLAS BRASIL que, na semana passada, divulgou seus dados pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Apesar de o dia mundial da água ser uma iniciativa nascida em 1992, na Conferência sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, promovida pela ONU no Rio de Janeiro, a ECO 92, muita coisa ainda precisa ser implementada.
No Jornal do Vaticano, L´Osservatore Romano, segundo o portal Agência Ecclesia, o papa Bento XVI nos diz que a água é uma riqueza a subtrair às leis do mercado. Ela é um bem essencial e indispensável que o Senhor deu ao homem para manter e desenvolver a vida, sendo considerada como “um bem a ser especialmente protegido através de claras políticas nacionais e internacionais”.
Não podemos ver mais a água como um bem econômico simplesmente. Contudo, o seu uso deve seguir uma racionalidade e uma solidariedade, sendo fruto de uma sinergia equilibrada entre o setor público e o privado.
Diante deste debate entre recursos naturais e biodiversidade, é necessário falar também de sustentabilidade. Muitas pessoas imaginam que a Igreja Católica é contra o desenvolvimento e o progresso das nações. Este modelo de progresso utilizado hoje, certamente ela é contra e é objeto de sua crítica! Por isto, o assunto sobre sustentabilidade é tão polêmico.
É importante harmonizar a economia, o meio ambiente e o bem estar social. A intenção é a possibilidade de desenvolvermos e respeitarmos os limites suportáveis da Terra.
Para isto, é preciso rever o nosso consumo (aquilo que é supérfluo e excessivo), rever os processos econômicos, a lei vigente do mercado internacional, gerando novas atitudes, e diga-se de passagem, o mais depressa possível, porque pode ser tarde demais!
O tempo em que estamos, este tempo Quaresmal, prezado leitor, é importante, pois nos chama à conversão. E esta significa mudança. Diante daquilo que você leu agora a pouco, em que você pode mudar? Será que pode assumir novos hábitos de consumo? De evitar os excessos no consumo da água? Respeitar a natureza? Criar uma consciência na família sobre sustentabilidade? No final das contas, cabe a você começar este processo!
Por Padre André Lima
Superintendente da Rádio Nova Aliança
Assessor de Imprensa da Arquidiocese de Brasília
Ao continuar com as reflexões da Campanha da Fraternidade deste ano, um tema que é muito discutido, hoje em dia, é o da biodiversidade. Porém, o que é isto? Biodiversidade, então, consiste na diversidade biológica em todas as suas formas: ecossistemas, espécies e genes.
É algo que vem se constituindo a mais de três bilhões de anos. Todavia, ela vem sendo ameaçada e, vale lembrar que, este processo pode ser irreversível.
E é inevitável não associar tal ameaça ao aquecimento global que caminha do lado da miséria no mundo. Segundo o texto base, cerca de um bilhão de pessoas ainda sofrem com a fome. E é contraditório, pois em um tempo de diversificação alimentar e safras recordes, nos deparamos com um crescimento agrícola que não segue uma verdadeira distribuição de alimentos para todos.
Com isto, apesar da expansão agrícola que impacta a biodiversidade, agrava também os problemas ambientais como o aquecimento global e as suas consequências climáticas.
Neste debate pela preservação da biodiversidade, um dos itens que também vem preocupando o mundo é o uso de um importante recurso natural: a água.
Em julho do ano passado, na Assembleia Geral da ONU foi aprovada uma resolução onde afirma que a água e o saneamento básico são direitos humanos essenciais. Mas será que são mesmo? Será que na prática são respeitados como um direito humano?
Em alguns países, porém, a água não vai passar de um direito no papel! Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil, por exemplo, corre o risco de chegar em 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. Os dados apontam para 55% dos municípios brasileiros que poderão ter déficit no seu abastecimento de água. Citamos, entre eles, as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal.
Quem faz este diagnóstico é o Abastecimento Urbano de Água Brasil - ATLAS BRASIL que, na semana passada, divulgou seus dados pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Apesar de o dia mundial da água ser uma iniciativa nascida em 1992, na Conferência sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, promovida pela ONU no Rio de Janeiro, a ECO 92, muita coisa ainda precisa ser implementada.
No Jornal do Vaticano, L´Osservatore Romano, segundo o portal Agência Ecclesia, o papa Bento XVI nos diz que a água é uma riqueza a subtrair às leis do mercado. Ela é um bem essencial e indispensável que o Senhor deu ao homem para manter e desenvolver a vida, sendo considerada como “um bem a ser especialmente protegido através de claras políticas nacionais e internacionais”.
Não podemos ver mais a água como um bem econômico simplesmente. Contudo, o seu uso deve seguir uma racionalidade e uma solidariedade, sendo fruto de uma sinergia equilibrada entre o setor público e o privado.
Diante deste debate entre recursos naturais e biodiversidade, é necessário falar também de sustentabilidade. Muitas pessoas imaginam que a Igreja Católica é contra o desenvolvimento e o progresso das nações. Este modelo de progresso utilizado hoje, certamente ela é contra e é objeto de sua crítica! Por isto, o assunto sobre sustentabilidade é tão polêmico.
É importante harmonizar a economia, o meio ambiente e o bem estar social. A intenção é a possibilidade de desenvolvermos e respeitarmos os limites suportáveis da Terra.
Para isto, é preciso rever o nosso consumo (aquilo que é supérfluo e excessivo), rever os processos econômicos, a lei vigente do mercado internacional, gerando novas atitudes, e diga-se de passagem, o mais depressa possível, porque pode ser tarde demais!
O tempo em que estamos, este tempo Quaresmal, prezado leitor, é importante, pois nos chama à conversão. E esta significa mudança. Diante daquilo que você leu agora a pouco, em que você pode mudar? Será que pode assumir novos hábitos de consumo? De evitar os excessos no consumo da água? Respeitar a natureza? Criar uma consciência na família sobre sustentabilidade? No final das contas, cabe a você começar este processo!
terça-feira, 5 de abril de 2011
RETIRADO DO SITE DA ARQUIDIOCESE
01/04/2011
Preparativos para a chegada do novo arcebispo já estão sendo feitos
A Comissão de Acolhida para a chegada do novo arcebispo se reuniu na manhã desta sexta-feira, 01, para discutir assuntos sobre a recepção, hospedagem, missa de posse e ações concretas para receber o novo pastor de Brasília. O encontro aconteceu na Cúria Metropolitana de Brasília e teve a organização do administrador apostólico, Dom Waldemar Passini Dalbelo.
As subcomissões são: secretaria episcopal, liturgia, religiosos, acolhida festiva, clero, hospedagem, comunicação e relatório, reforma que dentre outras coisas está responsável pela melhora da sala do arcebispo. A intenção é que todo atendimento aconteça na Cúria de Brasília.
Para o pe. André Lima, coordenador da comissão de comunicação e relatório esta preparação é importante para “melhor apresentação dos trabalhos e da igreja de Brasília de maneira unificada. Além da manutenção dos trabalhos da arquidiocese”.
A escolha do novo arcebispo da cidade ainda não ocorreu. Todas as quartas-feiras ocorrem as nomeações para o Brasil. Reze você também pelo novo pastor que irá conduzir a igreja de Brasília!
Por Patrícia Quinderé
Preparativos para a chegada do novo arcebispo já estão sendo feitos
A Comissão de Acolhida para a chegada do novo arcebispo se reuniu na manhã desta sexta-feira, 01, para discutir assuntos sobre a recepção, hospedagem, missa de posse e ações concretas para receber o novo pastor de Brasília. O encontro aconteceu na Cúria Metropolitana de Brasília e teve a organização do administrador apostólico, Dom Waldemar Passini Dalbelo.
As subcomissões são: secretaria episcopal, liturgia, religiosos, acolhida festiva, clero, hospedagem, comunicação e relatório, reforma que dentre outras coisas está responsável pela melhora da sala do arcebispo. A intenção é que todo atendimento aconteça na Cúria de Brasília.
Para o pe. André Lima, coordenador da comissão de comunicação e relatório esta preparação é importante para “melhor apresentação dos trabalhos e da igreja de Brasília de maneira unificada. Além da manutenção dos trabalhos da arquidiocese”.
A escolha do novo arcebispo da cidade ainda não ocorreu. Todas as quartas-feiras ocorrem as nomeações para o Brasil. Reze você também pelo novo pastor que irá conduzir a igreja de Brasília!
Por Patrícia Quinderé
domingo, 3 de abril de 2011
EVANGELHO DE DOMINGO
Evangelho (João 9,1.6-9.13-17.34-38)
Domingo, 3 de Abril de 2011
4º Domingo da Quaresma
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 6E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.
8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” 9Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”.
Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”
13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!”
16Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?”
17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”.
34Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade.
35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?” 36Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: 38“Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus.
Domingo, 3 de Abril de 2011
4º Domingo da Quaresma
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 6E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.
8Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” 9Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”.
Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”
13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!”
16Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?”
17E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”.
34Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade.
35Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?” 36Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: 38“Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus.
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