Formação – Paróquia Santa Rita
(2011) Atividade: 4º Encontro Bíblico
Tema: Construir com segurança
Oração inicial:
Aqui estamos Senhor, reunidos ao redor de tua Palavra. Te damos graças porque cuidas de nós e nos orientas no caminho para uma vida melhor e mais segura. Ajuda-nos a viver com alegria, perseverança e empenho na defesa da vida do planeta que está ameaçada. Por Cristo, nosso Senhor. Amem!
Introdução:
“Para construir bem, como instrumento de Deus, é preciso cultivar os valores certos. Não basta rezar muito, ir bastante à igreja...e depois não se importar com a vida nem com os direitos do próximo. Pior ainda seria ter no coração uma prioridade absoluta que não é Deus, colocar a ambição acima da defesa da vida, da responsabilidade de cultivar e guardar o que Deus nos deu.”
Estamos acompanhando o sofrimento do povo japonês, e os números assustam pois já são quase seis mil mortos e mais de oito mil desaparecidos. E já há notícias de radiação atravessando praticamente todo o país. O desastre nuclear é fruto de diversos fatores, entre eles as escolhas energéticas que o Japão fez. Será que poderia ter sido diferente se as prioridades do governo e dos interesses dominantes estivesse centrado na vida do povo?
1)Texto bíblico: Mt 7,24-27
Chaves de leitura
Quando Jesus menciona a sabedoria de construir uma casa com os materiais corretos, bem como a escolha adequada do lugar, ele está colocando em linguagem simples e direta algo que todo mundo compreendia em seu tempo: a vida é feita de escolhas e nem sempre o que parece mais fácil, lucrativo ou mais rápido é de fato o melhor para a sua vida e/ou a salvação.
Naquele tempo haviam diversas possibilidades religiosas dentro e fora do judaísmo (fariseus, saduceus, zelotas, os essênios, João Batista e seus discípulos). A própria religiosidade do império romano cheia de deuses e obrigações para com o estado também encontrava muitos adeptos. Que caminho escolher quando se deseja ser fiel ao Deus que libertou da escravidão do Egito e deu ao povo um lugar para viver?
Tal como naquela época também temos que fazer escolhas. Contudo, hoje, elas vão além da esfera religiosa e alcançam o que entendemos por dignidade humana e uma vida cidadã. A religião faz parte do que somos, mas nem sempre faz parte da construção do mundo que sonhamos ou mesmo da necessária crítica aos erros que ai estão. Muitos de nós acreditam que basta construir a ‘minha casa’, porque do resto ‘Deus toma conta” ou como diz o ditado popular “cada macaco no seu galho”
2)Texto bíblico: Mt 6,19-23
Não existe neutralidade. Quando escolhemos uma posição, ou até mesmo escolhemos não escolher, nossa atitude tem repercussões. Portanto onde está a sua verdade e o seu compromisso? Essa questão não está restrita ao ambiente religioso, ela de fato alcança toda a nossa existência.
O desenvolvimento, palavra que significa inúmeras coisas tais como: a) produção da riqueza de um país – PIB (Produto Interno Bruto); b) avanços tecnológicos e nos diversos campos da ciência, quase sempre apresentados como progresso e possibilidade de maior e melhor qualidade de vida para as pessoas; c) Uma meta que alguns povos já alcançaram e que a grande maioria dos países estão correndo para alcançar, mas já se sabe que esse é um ‘clube fechado’.
Quando um país opta por um modelo energético centrado em combustíveis fósseis (carvão, xisto, gás e petróleo) e energia nuclear. Com certeza trabalha com uma perspectiva de curto prazo. Mesmo as hidroelétricas produzem impactos ambientais (o apodrecimento da massa verde gera metano). Que escolhas são mais saudáveis para o planeta e para nossa vida?
Para todos os grupos refletirem:
• O que mais chamou sua atenção com relação aos versículos lidos?
• Você pode relacionar o tema tratado no texto estudado com a campanha da fraternidade deste ano?
Gestos concretos com relação a energia :
1. Usar lâmpadas que consomem menos energia;
2. Incentivar a instalação de aquecedores solares, substituindo os chuveiros elétricos. É possível inclusive fazer aquecedores a partir de material como as garrafas PETs. Isso reduz a conta em 30%;
3. Cobrar das autoridades que utilizem na iluminação pública baterias que guardam energia produzida a partir do sol e que nos postes sejam utilizadas lâmpadas econômicas.
4. Fazer hortas caseiras e comunitárias.
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